Curso de degustação de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é ofertado pela Miolo

Curso de degustação de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é ofertado pela Miolo

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Vinicola Miolo.jpgO curso especial tem o objetivo de apresentar as peculiaridades dos vinhos reconhecidos e proporcionar uma experiência única aos visitantes com um tour exclusivo.

A Miolo Wine Group é uma das vinícolas que mais participam do processo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, única para vinhos do Brasil, cuja gestão é realizada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale. O processo é bastante rigoroso, atesta a origem e peculiaridade, e avalia a qualidade dos vinhos tintos, brancos e espumantes de variedades que melhor se adaptaram ao local de origem.

Diante deste envolvimento e com o objetivo de sensibilizar o enófilo quanto à importância deste processo, a vinícola acaba de lançar um mini curso exclusivo sobre os seus vinhos que ostentam o selo da D.O.V.V. O curso acontecerá de segunda a sábado, a partir de 30 de maio, em dois horários diários: as 10h30min e as 14h30min. As visitas também serão dedicadas a pequenos grupos: cada horário terá 12 participantes apenas.

A programação contempla um roteiro diferenciado: inicia com um passeio pelos vinhedos, onde são apresentadas as variedades de uvas. Em seguida ocorre a visita pela vinícola, onde o processo de elaboração dos vinhos acontece. Do alto da torre da Miolo, com uma belíssima vista para o Vale dos Vinhedos, o visitante degusta o Millesime Brut D.O., eleito o melhor espumante do método champenoise do Hemisfério Sul. Nas caves, os anos de tradição e legado da família Miolo são apresentados com orgulho através de uma degustação do Merlot Terroir D.O., eleito melhor Merlot do Mundo em Londres. A degustação é realizada no acervo particular do Enólogo Adriano Miolo. A visita finaliza com a degustação de dois vinhos e dois espumantes em uma das salas de degustação.

Para participar deste mini curso, é necessário o investimento de R$ 60 por pessoa. As visitas iniciarão a partir de 30 de maio, e o agendamento prévio deve ser realizado através dos canais da Miolo: visita@miolo.com.br ou 54.2102.1537

 

PrintSobre a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
O Vale dos Vinhedos é a única Denominação de Origem para vinhos no Brasil e suas regras são bastante específicas, principalmente quanto aos cultivares autorizados e produtividade por pé e hectare. A qualidade dos produtos inscritos também é avaliada por um corpo especializado de degustadores. Ao adquirir um vinho com D.O.V.V., o consumidor leva pra casa um vinho com as características únicas do Vale dos Vinhedos e a certeza de qualidade.

As regras completas para a para a D.O.V.V. podem ser conferidas no site do Vale, neste link: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=98&idpai=132

E a lista completa de vinícolas e vinhos que ostentam o registro, neste link: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=97&idpai=132

FAO defende estratégia de comercialização de alimentos baseada no lugar de origem dos produtos

FAO defende estratégia de comercialização de alimentos baseada no lugar de origem dos produtos

cropped-021.jpgFoto: Acervo Miolo Wine Group

Vender bens alimentícios especificando o lugar de origem do produto pode melhorar os lucros e estimular o crescimento de comunidades agrícolas. A avaliação é de um estudo divulgado em abril (26) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência da ONU analisou nove produtos – incluindo o vinho brasileiro do Vale dos Vinhedos – e concluiu que o uso da indicação geográfica pode aumentar os preços finais em 20 a 50%.

Elaborado em parceria com o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), o relatório da FAO aponta que os alimentos vendidos com a indicação de onde foram feitos faturam, por ano, mais de 50 bilhões de dólares.

“As indicações geográficas são uma estratégia dos sistemas de produção e comercialização de alimentos que coloca as considerações sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor”, explica o economista do Centro de Investimentos da FAO, Emmanuel Hidier. Segundo o especialista, tal medida pode abrir caminho para o desenvolvimento sustentável e para mercados mais rentáveis.

Vinho brasileiro
No Brasil, a cadeia do vinho do Vale dos Vinhedos é um exemplo de uso da indicação geográfica para a penetração do produto em novos mercados. Em 2002, 19 vinícolas — das 26 instaladas no Vale — obtiveram o direito de vender sua bebida com uma Indicação de Procedência (IP). À época, as empresas que conseguiram a rotulagem produziam 1,5 milhão de litros de vinho por ano — o que representava 20% de toda a produção local.

O estabelecimento da Indicação de Procedência não é um processo simples, pois envolve a delimitação da região que será reconhecida como local de origem dos produtos. Outras etapas incluem a definição de padrões compartilhados de produção, com técnicas que sejam comuns a todos os agricultores e especificações sobre quais variedades de uva serão utilizadas.

Dez anos depois, nove vinícolas do Vale adquiriram uma Denominação de Origem (DO) — outra rotulação baseada na localização geográfica — para os seus produtos. A nova classificação era mais restritiva, pois introduzia novos métodos produtivos, com o intuito de melhorar a qualidade do vinho. A categorização também determinava uma redução nas safras, que deveriam ser limitadas a 12 toneladas de uva por hectare e a quatro quilos por parreira. A área de plantação também foi diminuída, de 81 para 74,5 quilômetros quadrados.

Segundo a FAO, o caso brasileiro mostra os desafios particulares das estratégias de indicação geográfica. Como resultado da adoção dos novos critérios, houve uma redução de 78% na produção das vinícolas certificadas entre 2012, quando passou a valer a Denominação de Origem, e 2014.

Atualmente, as vinícolas autorizadas a vender com a Denominação de Origem representam apenas 1% da produção do Vale dos Vinhedos, o que equivale a uma média anual de cerca de 190 mil litros.

De acordo com a FAO, os produtores que apostaram na indicação geográfica observaram uma inversão no modo como se inserem no mercado. Eles vendem menos quantidade, mas por um valor maior. O relatório da agência da ONU mostra que a microprodução dessas vinícolas — elas respondem por 0,45% de todo o vinho de qualidade feito no Brasil — é vendida sobretudo para um nicho de alto valor agregado no mercado doméstico.

Embora os decréscimos na produção possam assustar, estudos coletados pelo organismo internacional apontam que o lucro líquido do vinho vendido sob a Denominação de Origem é 115% maior que o da bebida feita no Vale dos Vinhedos, mas sem a certificação. Em 2015, o preço por litro do vinho com o reconhecimento era estimado em 6,60 euros. O valor médio do concorrente local sem a rotulagem era de 3,15 euros.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.

FONTE: https://nacoesunidas.org/fao-defende-estrategia-de-comercializacao-de-alimentos-baseada-no-lugar-de-origem-dos-produtos/

 

 

Primeira degustação de renovação de certificados 2018 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é realizada

Acervo Aprovale.JPG4 vinhos foram declarados aptos a irem ao mercado

O processo para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.) é composto por inúmeros passos, muito valiosos na avaliação dos quesitos que caracterizam a D.O.V.V. como única. Uma das regras é a avaliação anual da safra, que normalmente acontece em setembro de cada ano. Tintos, brancos e vinhos-base para espumante passam pela primeira avaliação, que credita ou não ao direito de ter o selo da D.O.V.V., de acordo com as atribuições do produto avaliado: características provenientes das variedades de uvas, acidez, intensidade das cores, qualidade geral na taça, e afinidade com o terroir do Vale dos Vinhedos.

Quando aprovados nesta primeira avaliação, os vinhos recebem um certificado provisório que os qualifica como aptos, e podem seguir os procedimentos mínimos de envelhecimento conforme prevê o regulamento de uso: 12 meses para os tintos e 6 meses para os brancos, contados a partir do início de março. Já os vinhos-base para a tomada de espuma, deverão ter um período mínimo de contato com as leveduras, de 9

Após este processo de amadurecimento, os vinhos passam novamente pelo crivo de uma comissão de degustadores, que avaliará se o vinho está apto a ir ao mercado. Esta fase é chamada de “Renovação de Certificado”, pois atesta que, mesmo após o processo de amadurecimento, os vinhos mantém ou melhoraram sua qualidade e podem ostentar o selo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

A comissão de degustadores é altamente capacitada. É composta por enólogos da Embrapa Uva e Vinho, da ABE – Associação Brasileira de Enologia e de empresas associadas a Aprovale. A avaliação dos produtos inscritos, tanto no processo do ano, quanto nas degustações de renovação de certificado, é feita de forma totalmente sigilosa e as cegas: somente o consultor técnico da Aprovale sabe quais empresas estão concorrendo e qual a ordem das amostras degustadas. Antes mesmo da degustação, as amostras são coletadas e identificadas através de uma série de códigos apenas conhecidos por ele. Mesmo com o término da degustação, os enólogos participantes não tem acesso aos dados das amostras avaliadas, preservando assim aqueles que eventualmente são reprovados.

Após a aprovação do corpo de degustadores, as vinícolas são comunicadas e enviam a arte do rótulo para avaliação, já com a aplicação do selo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. O rótulo é avaliado de acordo com as normas de uso do selo e, caso atendam as regras, o vinho recebe a numeração que vai em cada uma das garrafas a serem comercializadas. Cada garrafa da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos recebe um número, que pode ser consultado no contrarrótulo do produto, o que possibilita rastrear o vinho e saber detalhes de todo o processo para obtenção do reconhecimento.

Anualmente são realizadas 4 degustações de renovação de certificado e eventualmente podem ser realizadas chamadas extras. Em 2018 a primeira degustação de renovação aconteceu na última sexta-feira, dia 20 de abril, nas dependências da Embrapa Uva e Vinho. 4 vinhos foram recomendados: 2 tintos e 2 vinhos-base para espumante. Nos próximos dias os rótulos destes vinhos serão encaminhados para avaliação e receberão a numeração para cada garrafa. Após, as vinícolas estão aptas a rotularem e venderem os produtos.

O calendário de degustações prevê a próxima avaliação para agosto, quando também inicia o processo para a D.O.V.V. 2018.

Vinícolas que ostentam a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Reconhecida desde setembro de 2012, a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é pleiteada anualmente pelas vinícolas do Vale dos Vinhedos. Desde 2012, 10 vinícolas tiveram vinhos reconhecidos. São elas: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.

Foto: Acervo Aprovale

Novos rótulos para celebrar os ícones da Dom Cândido

Vinícola do Vale dos Vinhedos apresenta sua nova roupagem para suas principais linhas

Uma bebida clássica merece apreciação. E apreciar pede tempo e calma. E o nosso convite é justamente para uma pausa necessária para degustar uma experiência inigualável. Ainda mais neste momento, onde os grandes ícones da Vinícola Dom Cândido recebem sua nova roupagem, tão elegantes e nobres quanto a personalidade do conteúdo de cada garrafa.

Os consagrados Gran Reserva Cabernet Sauvignon, 4ª Geração Marselan e Merlot Documento apresentam seus novos rótulos, que abusam de elementos nobres e artísticos, cortes elegantes e acabamentos refinados. A linguagem estética dos rótulos faz parte da experiência singular de degustação que envolve os cinco sentidos e muitas histórias.

Celebrando os aromas e sabores das safras de 2014 e 2015, conheça um pouco mais a personalidade de cada um deles:

Gran Reserva Cabernet Sauvignon: encorpado, intenso e exuberante, assim como o amor e a dedicação do patriarca e fundador da Dom Cândido, Sr. Cândido Valduga, em produzir vinhos e espumantes de sabores únicos.

Merlot Documento: intenso, marcante e com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Todas as garrafas desta variedade são produzidas com uvas nobres, cultivadas na região delimitada do Vale dos Vinhedos, seguindo restritas regras de cultivo e processamento. E o resultado é um vinho de sabor e aroma incomparáveis.

4ª Geração Marselan: encorpado e marcante. Homenageia a força e a paixão da família, além de representar o trabalho e dedicação, passado de geração para geração, ao cultivo das melhores uvas e produção de vinhos diferenciados.

Para saber mais sobre os produtos da Dom Cândido, agora com novos rótulos, entre em contato com a empresa ou acesse o site: www.domcandido.com.br

Está oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

Naiára MartiniVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 06 de outubro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, através do seu presidente, Daniel de Paris, declarou oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.).

Desde 2012, ano em que o INPI reconheceu a DO Vale dos Vinhedos, setembro e outubro são os meses oficiais dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos no ano corrente. Neste período são inscritos os vinhos com potencial, elaborados na área delimitada, são comprovadas a origem das uvas, método de elaboração e qualidade dos produtos. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

Como funciona o processo?
O primeiro passo do processo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 06 de outubro.
Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 09 e 11 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise sensorial. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, normas estipuladas pelo Regulamento de Uso da D.O.V.V. precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Conselho Regulador da Indicação Geográfica (IG)
Quem faz o controle da IG Vale dos Vinhedos é a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. O Conselho é formado por representantes das vinícolas associadas, órgãos de pesquisa e ensino, além de consumidores.

Vinícolas que possuem rótulos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
As vinícolas que possuem rótulos com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos são: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.
Os produtos podem ser reconhecidos pelo selo abaixo, impresso em seus rótulos.

Foto: Naiára Martini

Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos é apresentada em eventos no Espírito Santo

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O Vale dos Vinhedos é pioneiro quando se trata de Indicações Geográficas no Brasil. A localidade mundialmente conhecida pela elaboração de vinhos finos de qualidade foi reconhecida em 2002 como Indicação de Procedência (I.P.) e em 2012 como Denominação de Origem (D.O.). Ambas as nomenclaturas identificam que uma região elabora um produto reconhecido, que reflete características únicas, resultantes das variações climáticas, da terra, do cultivo, da cultura e do saber fazer de um local.

Por ter sido a primeira I.P. e a primeira D.O. de vinhos no Brasil, o case do Vale dos Vinhedos é solicitado em inúmeras palestras pelo Brasil, geralmente em localidades que buscam aprimorar-se no tema para também solicitar junto ao INPI o reconhecimento de suas regiões como Indicações Geográficas (I.G.).

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No segundo semestre de 2016, após participar de dois Encontros da Comissão de Estudo Especial (CEE) de I.G. da ABNT e Grupo de Trabalho das IGs brasileiras, um em Florianópolis e outro no Rio de Janeiro, e além de receber grupos técnicos do Paraná e de Roraima, os meses de outubro e novembro foram de apresentação do case e de aprendizado no estado do Espírito Santo. O consultor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, Jaime Milan, foi o representante da entidade e palestrante nestes eventos.

No dia 13 de outubro o Vale dos Vinhedos participou do Fórum Origem Capixaba: Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo. Na oportunidade, além de participar da solenidade de posse dos membros do Fórum, foi realizada uma apresentação sobre a IG do Vale dos Vinhedos para vinhos e espumantes.

Entre 21 a 23 de novembro o Vale dos Vinhedos retornou ao Espírito Santo, desta vez para o Curso Básico de IG e Marcas Coletivas. O case do Vale dos Vinhedos foi apresentado em duas oportunidades para um grupo de 40 técnicos, provenientes do norte e nordeste do Brasil. O evento foi organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Sebrae, com a finalidade de atualização de seus quadros . No primeiro dia a temática foi o “Regulamento de Uso de IG e Regulamento de Utilização de Marcas Coletivas”. No segundo foram analisadas as “Normas de controle”.

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Segundo Jaime Milan, “o pioneirismo da Aprovale é reconhecido em todo o país, razão pela qual é solicitada a apresentar sua experiência a diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. O próximo será no dia 9 de dezembro, para produtores de café do oeste de Minas Gerais. Estas demandas são muito gratificantes, pois reconhecem e valorizam o trabalho conjunto de agricultores, empresários, Embrapa, entidades de ensino, Sebrae e prefeituras dos municípios que formam a região demarcada. Mais importante ainda é poder repassar estes conhecimentos aos brasileiros que trabalham pelo desenvolvimento deste país”.

A Aprovale encerra seu ciclo de viagens e palestras de 2016 com um Workshop sobre Indicações Geográficas no dia 09 de dezembro às 17h, na cidade de Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais. O objetivo é trocar experiências com produtores de café no Sul de Minas Gerais na região Campo das Vertentes.

Algumas palestras já realizadas em 2016:
Foto 1: Conferência realizada na sede da Aprovale com alunos do Grupo GeRedes Unisinos. Na oportunidade o presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, a diretora de associados setoriais, Maria Alice Farina e o consultor técnico, Jaime Milan apresentaram o case do Vale dos Vinhedos.

Foto 2: Palestra aos alunos do Curso de Gestão em Turismo do Instituto Federal de Santa Catarina, campus de Sombrio. A turma de Gestão em Turismo visita o Vale dos Vinhedos todos os anos, com novos alunos, e participa de palestra sobre o Vale dos Vinhedos.

Foto 3: Produtores de Cachaça de Paraty – RJ, em evento de troca de experiências entre as duas Indicações Geográficas: o Vale dos Vinhedos como IG de vinhos e Paraty como IG de cachaça.

Fotos de Naiára Martini

Um brinde ao Vale dos Vinhedos

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Assim como os contornos das paisagens do Vale dos Vinhedos vão se modificando à medida que sobem as temperaturas, as preferências pelas bebidas degustadas também vão se adequando ao calor da primavera e do verão.

Os espumantes elaborados nas vinícolas do roteiro enoturístico vêm, ano a ano, conquistando um espaço de destaque na referência dos consumidores, que encontram na bebida o frescor e o terroir da região para desfrutar de momentos de celebração e descontração.

Reconhecido internacionalmente, o espumante brasileiro passa por um salto de qualidade e consumo que pode ser facilmente atribuído ao aprimoramento das tecnologias por parte dos produtores. O resultado final ganha resposta na crescente preferência do consumidor. E dentro desta predileção está o Vale dos Vinhedos. Todas as vinícolas do roteiro elaboram espumantes, fazendo do local uma referência à bebida.

sabor-do-vale-giovani-nunesA estrutura dos produtores e o comprometimento com o método tradicional de elaboração, uma das exigências da Denominação de Origem, faz com que os espumantes ganhem destaque. Atualmente, os produtores pensam no cultivo de uvas exclusivamente para espumantes, fato impensável há uma década.

O diretor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, a Aprovale, André Larentis, atesta que a qualidade dos espumantes do Vale caminha junto com o terroir da região: “Dentro da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos o espumante vem ganhando cada vez mais representatividade e reconhecimento. Atingimos um altíssimo nível de qualidade, dado as condições do solo e clima propícias para a elaboração e o fato dos produtores do Vale terem investido em tecnologia e estudos aperfeiçoando a técnica de elaboração”, afirma Larentis.

Segundo o Regulamento da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.), 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira. E, de uma forma geral, para espumantes, não se pode produzir mais do que 12 toneladas por hectare. E tudo isto deverá ser provado e reconhecido!

As variedades permitidas para espumantes na D.O.V.V. são Chardonnay, Riesling Itálico e a Pinot Noir, elaborados pelo método tradicional.

Quer conhecer este sabor no paladar?
Confira a lista de espumantes com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos:

Pizzato Vinhas e Vinhos
Pizzato Brut Rosé Tradicional
O espumante rosado da Pizzato vem sendo elaborado desde 2007, sempre pelo método tradicional e com colheita designada.
Sempre seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir da colheita 2013 as regras da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Elaborado a partir de uvas próprias cultivadas no vinhedo Santa Lúcia, no Vale dos Vinhedos.

Pizzato Nature Branco Tradicional – D.O.V.V.
Vem sendo elaborado desde 2006 na modalidade Brut, sempre pelo método tradicional e com colheita designada. A partir da colheita 2012, elaborado nesta versão sem dosagem, mas não para todas as colheitas. Com a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Pizzato Brut Branco Tradicional D.O.V.V.
É referencial da casa para espumantes! De 2006 a 2008, seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir de 2009, até a presente tiragem, todas as colheitas ostentaram a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Miolo Wine Group
Espumante Miolo Millésime Brut D.O.
O Miolo Millésime é um espumante produzido pelo método tradicional, somente em safras excepcionais com uvas de Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas nos vinhedos da família Miolo em São Gabriel, município de Garibaldi, dentro da área demarcada da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, região que dá origem a um dos melhores espumantes do Brasil.

Cave de Pedra
Cave de Pedra Winery Espumante Brut D.O.
O espumante elaborado pelo método tradicional, com maturação por 36 meses. Possui coloração palha com alguns reflexos esverdeados, perlage fino, persistente, intenso e encantador. Aromas remetendo a frutas secas como damascos e passas, sutilmente harmonizados a elementos cítricos e doces. Em boca um espumante muito cremoso, leve e marcante.

Foto 1: Gilmar Gomes.

Foto 2: Giovani Nunes