Novos rótulos para celebrar os ícones da Dom Cândido

Vinícola do Vale dos Vinhedos apresenta sua nova roupagem para suas principais linhas

Uma bebida clássica merece apreciação. E apreciar pede tempo e calma. E o nosso convite é justamente para uma pausa necessária para degustar uma experiência inigualável. Ainda mais neste momento, onde os grandes ícones da Vinícola Dom Cândido recebem sua nova roupagem, tão elegantes e nobres quanto a personalidade do conteúdo de cada garrafa.

Os consagrados Gran Reserva Cabernet Sauvignon, 4ª Geração Marselan e Merlot Documento apresentam seus novos rótulos, que abusam de elementos nobres e artísticos, cortes elegantes e acabamentos refinados. A linguagem estética dos rótulos faz parte da experiência singular de degustação que envolve os cinco sentidos e muitas histórias.

Celebrando os aromas e sabores das safras de 2014 e 2015, conheça um pouco mais a personalidade de cada um deles:

Gran Reserva Cabernet Sauvignon: encorpado, intenso e exuberante, assim como o amor e a dedicação do patriarca e fundador da Dom Cândido, Sr. Cândido Valduga, em produzir vinhos e espumantes de sabores únicos.

Merlot Documento: intenso, marcante e com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Todas as garrafas desta variedade são produzidas com uvas nobres, cultivadas na região delimitada do Vale dos Vinhedos, seguindo restritas regras de cultivo e processamento. E o resultado é um vinho de sabor e aroma incomparáveis.

4ª Geração Marselan: encorpado e marcante. Homenageia a força e a paixão da família, além de representar o trabalho e dedicação, passado de geração para geração, ao cultivo das melhores uvas e produção de vinhos diferenciados.

Para saber mais sobre os produtos da Dom Cândido, agora com novos rótulos, entre em contato com a empresa ou acesse o site: www.domcandido.com.br

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Está oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

Naiára MartiniVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 06 de outubro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, através do seu presidente, Daniel de Paris, declarou oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.).

Desde 2012, ano em que o INPI reconheceu a DO Vale dos Vinhedos, setembro e outubro são os meses oficiais dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos no ano corrente. Neste período são inscritos os vinhos com potencial, elaborados na área delimitada, são comprovadas a origem das uvas, método de elaboração e qualidade dos produtos. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

Como funciona o processo?
O primeiro passo do processo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 06 de outubro.
Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 09 e 11 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise sensorial. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, normas estipuladas pelo Regulamento de Uso da D.O.V.V. precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Conselho Regulador da Indicação Geográfica (IG)
Quem faz o controle da IG Vale dos Vinhedos é a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. O Conselho é formado por representantes das vinícolas associadas, órgãos de pesquisa e ensino, além de consumidores.

Vinícolas que possuem rótulos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
As vinícolas que possuem rótulos com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos são: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.
Os produtos podem ser reconhecidos pelo selo abaixo, impresso em seus rótulos.

Foto: Naiára Martini

Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos é apresentada em eventos no Espírito Santo

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O Vale dos Vinhedos é pioneiro quando se trata de Indicações Geográficas no Brasil. A localidade mundialmente conhecida pela elaboração de vinhos finos de qualidade foi reconhecida em 2002 como Indicação de Procedência (I.P.) e em 2012 como Denominação de Origem (D.O.). Ambas as nomenclaturas identificam que uma região elabora um produto reconhecido, que reflete características únicas, resultantes das variações climáticas, da terra, do cultivo, da cultura e do saber fazer de um local.

Por ter sido a primeira I.P. e a primeira D.O. de vinhos no Brasil, o case do Vale dos Vinhedos é solicitado em inúmeras palestras pelo Brasil, geralmente em localidades que buscam aprimorar-se no tema para também solicitar junto ao INPI o reconhecimento de suas regiões como Indicações Geográficas (I.G.).

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No segundo semestre de 2016, após participar de dois Encontros da Comissão de Estudo Especial (CEE) de I.G. da ABNT e Grupo de Trabalho das IGs brasileiras, um em Florianópolis e outro no Rio de Janeiro, e além de receber grupos técnicos do Paraná e de Roraima, os meses de outubro e novembro foram de apresentação do case e de aprendizado no estado do Espírito Santo. O consultor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, Jaime Milan, foi o representante da entidade e palestrante nestes eventos.

No dia 13 de outubro o Vale dos Vinhedos participou do Fórum Origem Capixaba: Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo. Na oportunidade, além de participar da solenidade de posse dos membros do Fórum, foi realizada uma apresentação sobre a IG do Vale dos Vinhedos para vinhos e espumantes.

Entre 21 a 23 de novembro o Vale dos Vinhedos retornou ao Espírito Santo, desta vez para o Curso Básico de IG e Marcas Coletivas. O case do Vale dos Vinhedos foi apresentado em duas oportunidades para um grupo de 40 técnicos, provenientes do norte e nordeste do Brasil. O evento foi organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Sebrae, com a finalidade de atualização de seus quadros . No primeiro dia a temática foi o “Regulamento de Uso de IG e Regulamento de Utilização de Marcas Coletivas”. No segundo foram analisadas as “Normas de controle”.

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Segundo Jaime Milan, “o pioneirismo da Aprovale é reconhecido em todo o país, razão pela qual é solicitada a apresentar sua experiência a diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. O próximo será no dia 9 de dezembro, para produtores de café do oeste de Minas Gerais. Estas demandas são muito gratificantes, pois reconhecem e valorizam o trabalho conjunto de agricultores, empresários, Embrapa, entidades de ensino, Sebrae e prefeituras dos municípios que formam a região demarcada. Mais importante ainda é poder repassar estes conhecimentos aos brasileiros que trabalham pelo desenvolvimento deste país”.

A Aprovale encerra seu ciclo de viagens e palestras de 2016 com um Workshop sobre Indicações Geográficas no dia 09 de dezembro às 17h, na cidade de Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais. O objetivo é trocar experiências com produtores de café no Sul de Minas Gerais na região Campo das Vertentes.

Algumas palestras já realizadas em 2016:
Foto 1: Conferência realizada na sede da Aprovale com alunos do Grupo GeRedes Unisinos. Na oportunidade o presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, a diretora de associados setoriais, Maria Alice Farina e o consultor técnico, Jaime Milan apresentaram o case do Vale dos Vinhedos.

Foto 2: Palestra aos alunos do Curso de Gestão em Turismo do Instituto Federal de Santa Catarina, campus de Sombrio. A turma de Gestão em Turismo visita o Vale dos Vinhedos todos os anos, com novos alunos, e participa de palestra sobre o Vale dos Vinhedos.

Foto 3: Produtores de Cachaça de Paraty – RJ, em evento de troca de experiências entre as duas Indicações Geográficas: o Vale dos Vinhedos como IG de vinhos e Paraty como IG de cachaça.

Fotos de Naiára Martini

Um brinde ao Vale dos Vinhedos

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Assim como os contornos das paisagens do Vale dos Vinhedos vão se modificando à medida que sobem as temperaturas, as preferências pelas bebidas degustadas também vão se adequando ao calor da primavera e do verão.

Os espumantes elaborados nas vinícolas do roteiro enoturístico vêm, ano a ano, conquistando um espaço de destaque na referência dos consumidores, que encontram na bebida o frescor e o terroir da região para desfrutar de momentos de celebração e descontração.

Reconhecido internacionalmente, o espumante brasileiro passa por um salto de qualidade e consumo que pode ser facilmente atribuído ao aprimoramento das tecnologias por parte dos produtores. O resultado final ganha resposta na crescente preferência do consumidor. E dentro desta predileção está o Vale dos Vinhedos. Todas as vinícolas do roteiro elaboram espumantes, fazendo do local uma referência à bebida.

sabor-do-vale-giovani-nunesA estrutura dos produtores e o comprometimento com o método tradicional de elaboração, uma das exigências da Denominação de Origem, faz com que os espumantes ganhem destaque. Atualmente, os produtores pensam no cultivo de uvas exclusivamente para espumantes, fato impensável há uma década.

O diretor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, a Aprovale, André Larentis, atesta que a qualidade dos espumantes do Vale caminha junto com o terroir da região: “Dentro da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos o espumante vem ganhando cada vez mais representatividade e reconhecimento. Atingimos um altíssimo nível de qualidade, dado as condições do solo e clima propícias para a elaboração e o fato dos produtores do Vale terem investido em tecnologia e estudos aperfeiçoando a técnica de elaboração”, afirma Larentis.

Segundo o Regulamento da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.), 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira. E, de uma forma geral, para espumantes, não se pode produzir mais do que 12 toneladas por hectare. E tudo isto deverá ser provado e reconhecido!

As variedades permitidas para espumantes na D.O.V.V. são Chardonnay, Riesling Itálico e a Pinot Noir, elaborados pelo método tradicional.

Quer conhecer este sabor no paladar?
Confira a lista de espumantes com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos:

Pizzato Vinhas e Vinhos
Pizzato Brut Rosé Tradicional
O espumante rosado da Pizzato vem sendo elaborado desde 2007, sempre pelo método tradicional e com colheita designada.
Sempre seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir da colheita 2013 as regras da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Elaborado a partir de uvas próprias cultivadas no vinhedo Santa Lúcia, no Vale dos Vinhedos.

Pizzato Nature Branco Tradicional – D.O.V.V.
Vem sendo elaborado desde 2006 na modalidade Brut, sempre pelo método tradicional e com colheita designada. A partir da colheita 2012, elaborado nesta versão sem dosagem, mas não para todas as colheitas. Com a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Pizzato Brut Branco Tradicional D.O.V.V.
É referencial da casa para espumantes! De 2006 a 2008, seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir de 2009, até a presente tiragem, todas as colheitas ostentaram a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Miolo Wine Group
Espumante Miolo Millésime Brut D.O.
O Miolo Millésime é um espumante produzido pelo método tradicional, somente em safras excepcionais com uvas de Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas nos vinhedos da família Miolo em São Gabriel, município de Garibaldi, dentro da área demarcada da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, região que dá origem a um dos melhores espumantes do Brasil.

Cave de Pedra
Cave de Pedra Winery Espumante Brut D.O.
O espumante elaborado pelo método tradicional, com maturação por 36 meses. Possui coloração palha com alguns reflexos esverdeados, perlage fino, persistente, intenso e encantador. Aromas remetendo a frutas secas como damascos e passas, sutilmente harmonizados a elementos cítricos e doces. Em boca um espumante muito cremoso, leve e marcante.

Foto 1: Gilmar Gomes.

Foto 2: Giovani Nunes

 

Merlot com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos chega para celebrar os 15 anos da Vinhos Larentis

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Vinícola do Vale dos Vinhedos apresenta diferenciado Merlot da safra 2013 DOVV, elaborado a partir de uvas de uma parcela única do Vinhedo Santa Lúcia

Com goles de comemoração, a Vinhos Larentis celebra seus 15 anos colocando no mercado neste mês de outubro seu mais distinto Merlot. São apenas 1.465 garrafas elaboradas a partir de uma partilha limitada de uvas colhidas em 2013, numa área de 0,53 hectares do Vinhedo Santa Lúcia. O vinho é fruto de um single vineyard, em português, vinhedo único. A exclusividade do vinho ganha ainda mais destaque por trazer Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV), na Serra Gaúcha.

A parcela 1.1 foi escolhida pelos aspectos técnicos do vinhedo. A excelente exposição solar, o solo de textura argilosa, o relevo ondulado e bem drenado proporcionaram condições ideais, que aliados aos cuidados e a dedicação da família Larentis resultaram em uvas de altíssima qualidade e, por consequência, em um vinho particular. Após a colheita manual, as uvas passaram por uma seleção para, então, ser dado início ao processo de elaboração do vinho, por meio de controle de temperatura, realização de pigeage e remontagem durante a fermentação, maceração prolongada e fermentação malolática em barricas.

Após passar pela maturação em cinco barricas francesas durante 12 meses e com envelhecimento em garrafas na cave por outros 18 meses, tornou-se um vinho com personalidade, complexo, equilibrado e persistente.

O primeiro vinho com DOVV da Vinhos Larentis é apresentado justamente no ano em que a vinícola completa 15 anos. Uma data especial, sem dúvida, e que merece um presente diferenciado. O lançamento também merece rótulo especial, que valoriza justamente a parcela única (1.1) onde a uva Merlot é cultivada no Vinhedo Santa Lúcia. “São conquistas importantes, resultado do trabalho diário de toda a família, sempre em busca do melhor”, comemora André Larentis, enólogo da Larentis.

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André Larentis assina rótulo
As comemorações da Vinhos Larentis continuam. O primeiro vinho DOVV da vinícola chegou por meio das mãos e de muita dedicação do enólogo André Larentis, que assina o novo rótulo. André, que faz parte da quinta geração da família, é filho de Larri e Vera Larentis.

Aos 26 anos e formado em Viticultura e Enologia, André tem na bagagem cursos e imersões técnicas em vinícolas pelo mundo. Estados Unidos e Itália foram destinos de aprendizado e experiências. Além de preparo, o enólogo vive a vitivinicultura. Desde sempre soube da responsabilidade que tem à frente do empreendimento da família. “É a realização de um sonho semeado, cultivado e colhido em família. É o primeiro projeto que participo desde a preparação do solo. Foram oito anos dedicados a colocar toda magia de uma parcela de um vinhedo na garrafa e estamos felizes com o resultado”.

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Um longo caminho até a DO
A Vinhos Larentis é privilegiada por estar localizada no Vale dos Vinhedos, a primeira região com Denominação de Origem (DO) de vinhos no Brasil. No entanto, para integrar o importante grupo de vinícolas com vinhos com DO, foram meses de trabalho para cumprir uma série de procedimentos.

A norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida sejam realizados na região delimitada do Vale dos Vinhedos. Além disso, a DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP).

Para receber o certificado foi necessário comprovar a procedência da uva, que neste caso tem 100% em área demarcada do Vale dos Vinhedos. Além disso, a produtividade de 4,2 toneladas por hectare também foi determinante, uma vez que o máximo permitido é de 10 toneladas por hectare.

O vinho também precisou ser aprovado em análises físico-químicas e na avaliação sensorial (degustação às cegas), realizada pelo Comitê de Degustação, composto por técnicos da Embrapa Uva e Vinho, da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Fotos: Divulgação/Vinhos Larentis

Está oficialmente aberto o processo para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos 2016

Primavera Vale dos Vinhedos003 Fotos- Gilmar GomesVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 20 de setembro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

Setembro é o mês oficial da abertura dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.). É neste período, anualmente, que os vinicultores do Vale dos Vinhedos se mobilizam para inscrever e comprovar a origem dos vinhos elaborados na área delimitada e se estão aptos a receber a Denominação de Origem. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos reuniu-se na quinta-feira, 25 de agosto, para definir as datas relativas ao processo. O primeiro passo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 20 de setembro.

Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 03 e 04 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, apenas identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Os dias 06 e 07 de outubro serão dedicados à análise sensorial das amostras coletadas. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

Segundo o Diretor Técnico e de Pesquisa da Aprovale, o enólogo André Larentis, as dificuldades enfrentadas pelos vitivinicultores em decorrência das variações climáticas ao longo de 2015 influenciarão no processo de 2016. “Este ano a tendência é que tenhamos uma redução no número de amostras para a D.O. em função da significativa quebra de produção na safra de 2016. Porém acreditamos que mesmo com uma produção menor a qualidade tenha se mantido alta atingindo os requisitos da D.O.”

Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Mas, para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, algumas regras estipuladas pelo Regulamento de Uso da DOVV precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Para saber detalhes sobre as regras da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, acesse: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=98&idpai=132

Ou baixe a cartilha oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos: Manual da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos 2016

Naiára Martini (2).JPGVinhos da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos podem ser identificados pela logomarca oficial existente no rótulo, conforme exemplos das fotos. Além das vinícolas Peculiare, Don Laurindo e Pizzato Vinhas e Vinhos, as Vinícolas Miolo, Casa Valduga, Dom Cândido, Terragnolo, Almaúnica e Cave de Pedra possuem vinhos reconhecidos nas safras anteriores.

Foto destaque: Gilmar Gomes / Foto rótulos: Naiára Martini

Vinícola Almaúnica: vinhos únicos e com a alma do Vale dos Vinhedos

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No Vale dos Vinhedos, desde a infância já se vive o vinho, mesmo que não seja permitido degustar. Para aqueles que não foram concebidos aqui, mas foram criados ou tomaram o Vale como sua terra para a vida, sabem que o amor e a relação de afeto pela uva e seus derivados paira no ar. É como um vírus que circula com os ventos, que contamina aos poucos todos aqueles que por aqui passam.

Mesmo que não se trabalhe com a terra, com a uva, com o vinho, este carinho é intrínseco e contagiante. Estar no Vale e não sentir vontade de ir pra lida, labutar e sujar as mãos com o melhor que a terra oferece, é praticamente impossível.

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Magda e Márcio Brandelli, os irmãos que comandam a Almaúnica, no Vale dos Vinhedos

Foi neste contexto que os irmãos Magda e Márcio Brandelli foram criados. A gemelidade de ambos não é apenas genética, mas também transmitida na personalidade, na vida em família e na relação com o trabalho. Indo contra as teorias que dizem que irmãos gêmeos possuem gostos diferentes, uma coisa é certa: estes dois irmãos possuem o talento comum de conhecer e criar grandes vinhos e herdaram de seus pais o amor pela terra onde vivem.

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Don Laurindo e Doracy Brandelli, ladeados por Magda e seu esposo Edson e Márcio e sua esposa Denise.

A família Brandelli é uma família tradicional e referência quando se fala em vinho. Márcio e Magda são o resultado de um amor conhecido por estes lados da Serra: entre Laurindo Brandelli – o Don Laurindo – , e a sra. Doracy Brandelli. Ambos partiram faz pouco desta vida, mas em homenagem a eles, seus filhos seguem no ramo tão querido, sem que seja uma obrigação.

Magda e Márcio fundaram em 2008 a Vinícola Almaúnica, atualmente a mais jovem do Vale. Levando em seu DNA uma paixão secular pelos vinhos, os irmãos montaram uma empresa que alia tradição familiar com propostas inovadoras, embasadas no desejo de elaborar produtos nos quais se expressa o amor e o carinho pelas videiras e arte de elaborar vinhos com alegria e prazer.

A Almaúnica foi planejada para produzir garrafas limitadas de cada vinho, aproveitando ao máximo o terreno e suas declividades para que o visitante fosse envolvido neste universo. O processo para a elaboração de vinhos e espumantes também é influenciado pela posição solar e disposição de cada etapa de produção dentro do prédio localizado na Linha 8 da Graciema.

Um dos principais diferenciais desta vinícola é o apreço a gravidade e seus efeitos. A essência do processo de passagem pelos estágios de produção tem como único impulso a força gravitacional, onde o vinho vai para tanques sem bombeamento, anulando os riscos de que sementes e cascas sejam esmagadas e alterem o sabor da bebida. O mesmo processo ocorre durante o enchimento dos barris e engarrafamento. De forma lenta, natural e sem a consequente entrada de oxigênio resultante do bombeamento, o vinho não oxida e os aromas são mantidos.

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Os efeitos da gravidade são aproveitados do início ao fim do processo, passando pelo amadurecimento em barricas, e terminando no engarrafamento.

A Almáunica possui 2,5 hectares de vinhedos próprios provenientes de um período de preparo e correção do solo. Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay são as variedades que recepcionam os visitantes e emolduram a empresa. Outros 4 produtores locais são acompanhados de perto e fornecem as outras variedades utilizadas na elaboração.

A carta de produtos é bastante atrativa e promete novidades para 2016.Dentre os tintos, as variedades trabalhadas são Merlot (inclusive com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos e versão 375 ml), Cabernet Sauvignon e Pinot Noir. Destaque para o Malbec com maturação de 16 meses em barrica e o Syrah com envelhecimento em barricas por vinte meses.

Dentre os brancos e espumantes, o Sauvignon Blanc, Brut, Moscatel, Nature e o Cuvée Prestige Brut Rosé.

E sem dúvidas, as estrelas da casa surpreenderão você: Almaúnica Quatro Castas, um corte de Syrah, Merlot, Malbec e Cabernet Sauvignon. Não deixe de provar o branco Chardonnay Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

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Varejo localizado no Vale dos Vinhedos, onde podem ser degustados os produtos da Almaúnica.

A Almaúnica, como o nome já diz, é única. Trata-se da mistura bem feita entre os valores e culturas tradicionais do vinho, de uma família secular na lida, mas com a modernidade de uma vinícola que nasceu para ser eternamente jovem.

Conheça pessoalmente a empresa. Visitas guiadas são oferecidas de segunda a sábado, às 10h30min e às 15h30min. Mas diariamente a Almaúnica está aberta para que você deguste e conheça os produtos. O valor da degustação ou degustação com visitação é de R$ 30 por pessoa.

Saiba mais no site da Almaúnica: www.almaunica.com.br