Vale dos Vinhedos se prepara para mais uma Vindima

Gilmar Gomes.jpgA colheita da uva é a época mais esperada do ano. Somente neste período o Vale dos Vinhedos espera receber mais de 90 mil visitantes. (Foto de Gilmar Gomes)

A colheita da uva é mais do que uma simples safra de um fruto em nossa região. Na Serra Gaúcha a Vindima é um momento de celebração e homenagem aos antepassados imigrantes italianos, que tinham no cultivo das videiras e na elaboração do vinho a sua subsistência. Mais do que isso, o cultivo da uva e a elaboração do vinho eram motivo de união entre as famílias, sinônimo de vitalidade, de renovação, festa e esperança.

Passados 142 anos da chegada do primeiro imigrante italiano no Vale dos Vinhedos, a tradição se mantém tanto na colheita, quanto na elaboração do vinho e nos festejos que envolvem este processo. O vinho por aqui continua unindo famílias, sendo a principal bebida nos momentos de festa e por vezes alento nos dias que não são tão bons. Mas a atividade continua sendo principalmente o sustento de mais de 400 famílias e o gerador de mais de 2000 empregos diretos e indiretos.

É verdade que por aqui se vive a Vindima o ano inteiro, afinal a videira dispensa de atenção nas quatro estações do ano, mas o momento de acarinhar os cachos que originarão os vinhos da safra é único, vivido por todos com muito entusiasmo. Por isso, com muita ansiedade, comunidade, viticultores, vinicultores e visitantes se unem nesta celebração da colheita, que em 2018 oficialmente acontecerá de 18 de janeiro a 18 de março.

cropped-espumante-vale-dos-vinhedos.jpgFoto de Gilmar Gomes

Expectativas para a safra 2018 no Vale dos Vinhedos

Os amantes do vinho já sabem: a colheita da uva é a colheita das joias que originarão os vinhos da safra. Ali naqueles cachos de uva estão às expectativas geradas ao longo de um ano inteiro de trabalho no campo e são elas as responsáveis pelos sabores, aromas e experiências obtidas em cada taça de vinho ou espumante. Elas carregam em seu DNA as características climáticas e de solo de cada parcela de terra desta região, mas principalmente o saber fazer de quem vive por aqui. Isto qualifica todos os vinhos como únicos em qualquer pedacinho do Vale.

Segundo o Diretor Técnico da Aprovale e Presidente do Conselho Regulador da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos, o enólogo Daniel de Paris, ainda é um pouco cedo para termos certeza pois dependemos da natureza, mas tudo indica que a safra 2018 será muito boa. “Uma safra de uvas com teor de açúcar elevado, acidez equilibrada, taninos de uvas maduras e de boa qualidade que originarão vinhos aptos para o envelhecimento. Se tudo continuar correndo bem, teremos merlots fantásticos, chardonnays de excepcional qualidade, oriundos de uma safra espetacular.”

Conhecido mundialmente como uma das principais regiões produtoras de vinho no mundo e referência em enoturismo no Brasil, o Vale dos Vinhedos também é a única Denominação de Origem de Vinhos do país. Com regulamento bastante específico, apenas vinhos que se destacam pela qualidade e tipicidade podem carregar esta distinção. Daniel destaca que os consumidores podem esperar grandes vinhos da safra 2018 no Vale dos Vinhedos de uma maneira geral, e muitos destes aptos a pleitear a Denominação de Origem. “O consumidos pode esperar vinhos de excepcional qualidade elaborados no Vale dos Vinhedos. Vinhos com todo o diferencial que a região oferece, que carregam consigo todo o amor, empenho e trabalho de cada agricultor, vinicultor e enólogo.”

cropped-04.jpgFoto de Merlo Fotografia

O Vale dos Vinhedos apresenta a programação para a Vindima 2018

Este momento tão importante por aqui nunca passa em branco. Os mais de 50 empreendimentos voltados ao enoturismo, o turismo do vinho, se preparam para receber o visitante com diversas experiências inesquecíveis, inspiradas na colheita da uva.

O destaque da programação são as festas de colheita, que colocam o visitante em contato direto com o processo e relembram as tradições antigas da pisa da uva, processo utilizado pelos primeiros imigrantes italianos na elaboração do vinho e o merendin, um lanche farto com ingredientes regionais servido nos parreirais. Piqueniques, cursos de degustação e harmonização continuam no cardápio desta festa, acompanhados pelas degustações verticais e harmonizações com vista para os parreirais, apresentando o vinho e sua versatilidade nas mais diversas propostas.

Complementam a programação eventos esportivos como a Maratona do Vinho e a La Sfida Vindima. Mas a grande alegria deste período é poder presenciar o processo de colheita no dia a dia do Vale dos Vinhedos: entre uma visita e outra a uma vinícola ou agroindústria, uma refeição em um dos restaurantes e aproveitando a infraestrutura dos meios de hospedagem, poder sentir o aroma da uva no ar, ver os tratores e a comunidade em meio as videiras e o verde da nossa paisagem contrastando com os tons variados de vinho dos cachos de uva, é sem dúvidas o grande diferencial do período.

A programação oficial da Vindima no Vale dos Vinhedos pode ser acessada no site www.valedosvinhedos.wordpress.com/vindima2018

 

Anúncios

Brinde o final de ano com espumantes do Vale dos Vinhedos

Espumante Vale dos Vinhedos
Foto: Gilmar Gomes / Aprovale

O encerramento do ano é um motivo mais do que especial para brindar e festejar. Valorizado pelo brasileiro, o período inicial do verão, as temperaturas altas e agradáveis e as ceias típicas de Natal e Reveillon, convidam a degustar e brindar com bebidas geladas e festivas. E nada combina mais com este clima do que o espumante.

O Vale dos Vinhedos é uma das principais regiões produtoras de vinhos e espumantes no Brasil. Por aqui estão sediadas 23 vinícolas que respondem por 12% da produção de espumantes nacional. Os perfis são variados: há vinícolas familiares, com elaboração limitada e venda exclusiva em seu varejo, como também grandes empresas com presença internacional. Esta mesma diversidade encontra-se na carta de espumantes ofertados. Brut e Moscatel continuam sendo as queridinhas do público consumidor: a primeira por sua versatilidade e a segunda por sua doçura. Mas outras interessantes opções se apresentam ao mercado, para agradar os mais variados paladares. Destacamos o espumante rosé, que além de deliciosa, enche os olhos com o seu colorido na taça.

Além da gama variada de produtos ofertados, o Vale é a única Denominação de Origem de vinhos no Brasil (D.O.V.V.). Este reconhecimento também engloba os espumantes elaborados por aqui, com regras bastante específicas previstas em regulamento de uso, que atestam a qualidade e a tipicidade da bebida. As inúmeras regras para se ter um espumante com este selo são atestadas por um Conselho Regulador, por análises laboratoriais e por degustação as cegas. Para identificar o espumante ou vinho que passou por todo este processo, basta procurar por este selo no rótulo.

Print

Para você não perder tempo procurando pelo espumante ideal para a sua festa diante de tantas informações e opções existentes, nós preparamos uma lista muito especial desta bebida dos deuses, com a qualidade que só o Vale dos Vinhedos pode lhe oferecer. E o melhor? Com valores diferenciados e descontos especiais para compras e maior quantidade. Confira e faça o seu pedido:

Espumante Brut Cave de Pedra. Este possui a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos Cave de Pedra
Elaborado pelo método Tradicional, tem maturação de 36 meses em caves subterrâneas.
Na degustação, apresenta notas de frutas secas como damasco e passas. Cremoso em boca, possui perlage fino e persistente. Um dos espumantes que ostentam a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, foi medalha de Ouro no concurso nacional do Espumante Brasileiro ocorrido em 2017.
Este espumante pode ser adquirido no varejo da vinícola Cave de Pedra, no Vale dos Vinhedos, por R$ 76,00 a garrafa. A partir de 6 unidades, desconto especial. A vinícola entrega o seu pedido em qualquer lugar do Brasil (com valores diferentes de frete para cada estado). Para adquirir, entre em contato pelo e-mail vendas@cavedepedra.com.br.

 

Espumante Brut Vinhos LarentisLarentis
Elaborado apenas com a variedade Chardonnay e pelo método Charmat, passa 3 meses de autólise. Possui cor amarelo claro com um aspecto límpido e brilhante. Apresenta uma complexa e agradável gama de aromas frutados, com uma acidez equilibrada, bom corpo e um final de boca agradável. Perlage tem borbulhas intensas, finas e persistentes, deixando uma leve e brilhante coroa.
O preço de venda no varejo da Vinhos Larentis é de R$ 48,00 a garrafa. Pode também ser adquirido na loja virtual, neste link: https://loja.larentis.com.br/
Ou entre em contato com a Larentis no (54)3453.6469 ou pelo e-mail larentis@larentis.com.br

 

Don Laurindo Espumante Branco BrutDon laurindo
Este espumante assinado pelo enólogo Ademir Brandelli, é elaborado com 70% de Chardonnay e 30% de Riesling Itálico, provenientes dos vinhedos da própria vinícola, conduzidos em espaldeira simples. Elaborado pelo método tradicional, apresenta cor amarelo esverdeado, com perlage fina e persistente. Fino, intenso, agradável, frutado e floral na avaliação olfativa, possui suave textura, é leve, macio e com final agradável em boca.
No varejo da Don Laurindo, cada garrafa pode ser adquirida por R$ 70,00. Você pode fazer o seu pedido também no site www.donlaurindo.com.br ou pelo fone (54) 3459.1600.

 

Espumante Documento Brut Dom CândidoDom Cândido
Elaborado pelo método tradicional e com uvas Chardonnay do Vale dos Vinhedos, envelhece em contado das borras (leveduras) por um período de aproximadamente 18 meses. Límpido, apresenta coloração amarelo palha com traços esverdeados, perlage fina e persistente. Este espumante apresenta notas de especiarias delicadas como amêndoas e flores secas. Possui um fundo amanteigado, tem excelente volume na boca, com acidez equilibrada.
No varejo da Dom Cândido no Vale dos Vinhedos, este espumante sai por R$ 90,00 a garrafa. Você pode também adquiri-lo na loja virtual, no seguinte link: http://www.domcandido.com.br/loja/linhas/documento ou com a Liliane e o Fabiano no (54) 2521.3500.

 

Lidio Carraro Dádivas Brut Blanc de BlancLídio Carraro
Com filosofia purista de mínima intervenção para a máxima expressão natural do vinho, a Lídio Carraro nos apresenta este espumante refinado de perlage fino e abundante. Aromas de frutas cítricas e tropicais, notas de flores brancas. Refrescante, paladar delicado, com boa cremosidade e persistência final.
O valor deste espumante é de R$ 59,90 a garrafa. Na compra de 03 caixas, ganhe frete grátis. Retirando na Boutique no Vale dos Vinhedos, ganhe um vinho Lidio Carraro Agnus Merlot. Promoção válida para todo o mês de dezembro/2017 e janeiro/2018.
Para adquirir o espumante, basta contatar a Lídio Carraro no (54) 2105.2552; (54) 2105.2599 ou atendimento@lidiocarraro.com

Vallontano Brut RoséVallontano
Elaborado com 40% de Chardonnay, 30% de Pinot Noir e 30% de Riesling Itálico, esse espumante é o mais vendido no varejo da Vallontano Vinhos Nobres. Cheio de classe, sensualidade e elegância, a sutileza de seus aromas e a riqueza de seus sabores expressam o que há de melhor em terras brasileiras. A qualquer hora do dia ou harmonizado com frutos do mar e queijos suaves, o espumante rosé é uma ótima pedida.
No varejo da Vallontano Vinhos Nobres no Vale dos Vinhedos, este espumante sai por R$ 55,50 a garrafa.
Pode ser adquirido no site da vinícola www.vallontano.com.br e também por telefone, com a Jaqueline: (54) 3459.1006

 

Espumante Fausto Brut Rosé Pizzato Vinhas e VinhosPizzato
Elaborado pelo método tradicional e com uvas provenientes de Doutor Fausto, tem por objetivo ser um espumante de médio amadurecimento sobre as borras (sur lattes), mantendo um caráter jovial, fresco, com muita fruta e floral. De cor rosada média, possui perlage fina.
No varejo da Pizzato Vinhas e Vinhos no Vale dos Vinhedos, este espumante reconhecido pelo Guia Adega e pelo Descorchados com notas entre 89 e 90 pontos, sai pelo valor de R$ 50,00 a garrafa, com descontos especiais para compras em volume.
Orçamentos e pedidos podem ser realizados nos e-mails pizzato@pizzato.net ou juliana@pizzato.net. Também nos fones (54) 3055.0440 ou (54) 99676.7044

 

Vinho Espumante Natural Brut Rosé TorcelloTorcello
Da safra 2016 e assinado pelo vinhateiro Rogério Carlos Valduga, este espumante é elaborado pelo método Charmat e contêm 60% de uvas Chardonnay e 40% de uvas Pinot Noir. Frutado, lembra romã, maçã vermelha e ameixa. Bastante intenso e agradável, no paladar apresenta refrescância, seguindo para um final de boca macio e suave, bastante equilibrado e cremoso.
Este espumante pode ser adquirido no varejo da Vinícola Torcello, no Vale dos Vinhedos, por R$ 65,00 a garrafa. Também no site, neste link: www.torcello.com.br
Ou faça seu pedido por e-mail ou telefone: torcello@torcello.com.br / (54) 3459.1164.

 

Espumante Aurora Moscatel BrancoAurora
Este exemplar da famosa Vinícola Aurora é elaborado com uvas Moscato Bianco e Moscato Giallo provenientes de Bento Gonçalves. É doce, delicado, apresentando grande equilíbrio entre doçura e acidez. Apresenta aromas adocicados, com notas florais e de mel. TOP 100 do Mundo 2014 e 2016 pela WAWWJ – Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores. Em varejo pode ser adquirido por R$ 26.80 a garrafa.
Você pode fazer o seu orçamento através do turismo@vinicolaaurora.com.br ou do fone (54)3455.2095

 

Espumante Moscatel Rosé da Vinhos Titton Titton
Este espumante suave, de coloração rosada clara, possui aroma adocicado e frutado que lembra frutas frescas. Possui graduação alcoólica de 7,5% vol. e fica uma delícia quando consumido bem gelado, entre 4° C e 6° C.
Valor da venda no varejo é de R$ 28,00 a garrafa. Você também pode fazer o seu pedido no (54)3453.1886 ou pelo e-mail vinhostitton@vinhostitton.com.br com Eliane ou Luana

 

Novos rótulos para celebrar os ícones da Dom Cândido

Vinícola do Vale dos Vinhedos apresenta sua nova roupagem para suas principais linhas

Uma bebida clássica merece apreciação. E apreciar pede tempo e calma. E o nosso convite é justamente para uma pausa necessária para degustar uma experiência inigualável. Ainda mais neste momento, onde os grandes ícones da Vinícola Dom Cândido recebem sua nova roupagem, tão elegantes e nobres quanto a personalidade do conteúdo de cada garrafa.

Os consagrados Gran Reserva Cabernet Sauvignon, 4ª Geração Marselan e Merlot Documento apresentam seus novos rótulos, que abusam de elementos nobres e artísticos, cortes elegantes e acabamentos refinados. A linguagem estética dos rótulos faz parte da experiência singular de degustação que envolve os cinco sentidos e muitas histórias.

Celebrando os aromas e sabores das safras de 2014 e 2015, conheça um pouco mais a personalidade de cada um deles:

Gran Reserva Cabernet Sauvignon: encorpado, intenso e exuberante, assim como o amor e a dedicação do patriarca e fundador da Dom Cândido, Sr. Cândido Valduga, em produzir vinhos e espumantes de sabores únicos.

Merlot Documento: intenso, marcante e com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Todas as garrafas desta variedade são produzidas com uvas nobres, cultivadas na região delimitada do Vale dos Vinhedos, seguindo restritas regras de cultivo e processamento. E o resultado é um vinho de sabor e aroma incomparáveis.

4ª Geração Marselan: encorpado e marcante. Homenageia a força e a paixão da família, além de representar o trabalho e dedicação, passado de geração para geração, ao cultivo das melhores uvas e produção de vinhos diferenciados.

Para saber mais sobre os produtos da Dom Cândido, agora com novos rótulos, entre em contato com a empresa ou acesse o site: www.domcandido.com.br

Zona Franca Vale dos Vinhedos avança em Brasília

Comitiva Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal 17 10 17.jpg

Brasília DF, 19.10.17 – A convite da Comissão de Turismo, projeto de lei do Deputado João Derly criando a Zona Franca para Vinhos Brasileiros é levado à Câmara Federal por comitiva de quatro prefeitos e diretores da Aprovale, recebendo apoio de parlamentares e do Presidente Rodrigo Maia

Alavancar o desenvolvimento sustentável do Vale dos Vinhedos, fixar o pequeno produtor em seu vinhedo, incentivar a venda de vinhos brasileiros e fortalecer o enoturismo são as quatro premissas fundamentais da Zona Franca Vale dos Vinhedos, proposta que a partir de agora, na forma de projeto de lei, ganha corpo junto ao governo federal. Durante dois dias uma comitiva composta por parlamentares, prefeitos e empresários apresentou o pleito na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Sou favorável e tratarei o tema com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia”, declarou o Deputado Rodrigo Maia ao reunir-se com os integrantes da comitiva em audiência concedida no gabinete da Presidência da Câmara.
(leia mais em http://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/mesa/presidencia/noticias/rodrigo-maia-apoia-iniciativa-de-criar-uma-zona-franca-de-vinhos-no-rio-grande-do-sul )

Apoio da Presidência da Câmara Federal
A audiência foi solicitada pelo Deputado João Derly (Rede/RS), que encampou a iniciativa e está redigindo o projeto de lei para a criação da Zona Franca Vale dos Vinhedos. A comitiva do Rio Grande do Sul foi liderada pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin e pela Diretora da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, que detalharam ao Presidente da Câmara os benefícios diretos e indiretos que a isenção de impostos sobre a venda de vinhos no varejo poderá trazer à toda a cadeia do vinho, especialmente ao pequeno produtor. “A redução no preço da garrafa pode chegar a 54% se isentos impostos municipais, estaduais e federais. Se aplicada por um período de doze anos como propõe nosso projeto, garantiremos principalmente que as cantinas familiares e os pequenos vitivinicultores tornem-se competitivos, praticando valores muito mais atraentes para os turistas, que buscarão a região não apenas pelo passeio, mas para efetivamente comprar excelentes vinhos brasileiros. Esta lei será decisiva para fixar nosso produtor no vinhedo e perpetuar a saudável diversidade de oferta entre grandes e pequenas vinícolas no Vale dos Vinhedos”, explanou Deborah. Os prefeitos de Garibaldi, Antônio Cettolin e de Monte Belo do Sul, Adenir José Dallé ambos municípios que com Bento Gonçalves integram os Vale dos Vinhedos, contaram também com a presença de Gilnei Flor, Prefeito de Santa Tereza, que declarou apoiar o pleito pois “com certeza uma zona franca de vinhos promoverá desenvolvimento em toda a Serra Gaúcha, não apenas na área demarcada”. A comitiva ainda contou com o empresário Aldemir Dadalt, membro do Conselho Superior da Aprovale, o Vereador Eduardo Virissimo e o Deputado Federal Luis Carlos Heinze, ambos do PP-RS, o assessor Jefferson Aires Viana e o próprio Deputado João Derly.

Audiência Pública na Comissão de Turismo
Na sequência a comitiva acompanhou a audiência pública convocada pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados para debater as demandas e possibilidades de desenvolvimento do enoturismo no Brasil. O Deputado Herculano Passos (PSD-SP), autor do requerimento que instaurou a audiência, substituiu o presidente da Comissão Deputado Paulo Azi e compôs a mesa ao lado de Andrea Faria (SEBRAE), Rodrigo L.B. Marques (Coordenador-Geral de Atração de Investimentos – Ministério do Turismo), Ivane Fávero (Presidente AENOTUR) e Deborah Villas-Bôas Dadalt (Diretora APROVALE / Sócia-Diretora SPA do VINHO). Através das palestras destes convidados foi possível traçar um panorama das potencialidades do enoturismo e das atividades vitivinícolas, que embora ainda sejam pouco explorados pelos órgãos oficiais, já se posicionam o Brasil como 14º maior produtor de vinhos do mundo. Ivane lembrou os presentes a aptidão natural da serra gaúcha para o enoturismo, enfatizando a necessidade de órgãos como Embratur promoverem estes roteiros. Andrea apresentou os programas conjuntos entre Sebrae e Ibravin em favor da capacitação da cadeia produtora e Rodrigo apontou a demanda do turismo internacional por novos destinos enoturísticos, em especial com ofertas com alto valor agregado voltadas para um público exigente e diferenciado. Deborah convidou os presentes a viajarem pelo Vale dos Vinhedos, um roteiro que congrega a mais completa experiência de enoturismo no Brasil, enfatizando a necessidade urgente de incentivo ao comércio na região através da criação da Zona Franca para vinhos brasileiros. (veja palestra na íntegra abaixo – Vale dos Vinhedos, conquistas e desafios: Ciclovia, Condomínios Vitivinícolas e Zona Franca).

Ao pronunciar-se, Passos manifestou irrestrito apoio da Comissão de Turismo aos pleitos apresentados, esclarecendo que o papel de seus integrantes será justamente buscar formas legais para viabilizá-las. “Não tive oportunidade ainda de conhecer o Vale dos Vinhedos, mas agora considero uma obrigação me familiarizar com este importante destino. O vinho brasileiro já conquistou projeção em mercados internacionais, mas ainda precisa alcançar o próprio público nacional, e neste sentido o enoturismo precisa ser fortemente estimulado”, declarou ao encerrar a audiência.

Trâmite no Legislativo inicia agora
O projeto de lei para a criação da Zona Franca Vale dos Vinhedos está em fase final de redação. Para o Deputado João Derly, que já tramita projeto semelhante para a indústria calçadista gaúcha, as próximas etapas serão protocolar os estudos de viabilidade e de impacto econômico. Para acelerar os trabalhos, proporá a criação de uma Comissão Parlamentar Especial, integrando quatro outras comissões destinadas a analisar em profundidade cada aspecto legal da proposta. Derly realizou também reunião com especialistas do Conselho Legislativo da Câmara dos Deputados, para alinhar as implicações tributárias decorrentes da proposta de renúncia fiscal. “Vencidas estas etapas o projeto poderá ser apreciado pelos Ministérios da Fazenda, do Turismo, da Agricultura e da Integração Social. É uma jornada exaustiva, mas temos a felicidade de contar com apoio político da bancada do Rio Grande do Sul e da presidência da casa através do Deputado Rodrigo Maia. É um quadro promissor e trabalharei com grande empenho para concretizá-lo”, enfatizou Derly.
( Leia mais em http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/viewdestaque.php?view=566&cnid=1#null )

Sartori – última etapa para a Ciclovia e apoio à Zona Franca
Antes de seguir para o Distrito Federal, a comitiva gaúcha fez questão de apresentar ao Governador Ivo Sartori os pleitos que levariam à Câmara Federal. A reunião aconteceu no gabinete do palácio Piratini, no último dia 10 e também contou com as presenças do Secretário de Turismo de Bento Gonçalves Rodrigo Parisotto, do Presidente da Aprovale Márcio Brandelli e do Vice-Governador José Paulo Dornelles Cairoli. Na ocasião a pauta principal foi a solicitação da assinatura do governador para o início das obras da Ciclovia Vale dos Vinhedos. “Este projeto foi iniciado há dez anos e já passou por todas as etapas necessárias, inclusive revisão orçamentária e licitação. É uma obra de baixo custo, porém grande impacto para a região, pois ampliará o perfil dos nossos visitantes e trará mobilidade para a população local”, explicou Márcio. Orçada em R$ 6,5 milhões, a ciclovia será construída ao longo da RS 444, interligando a principal rota de vinícolas do Vale dos Vinhedos. “Buscamos a aprovação apenas para espinha dorsal da ciclovia, com cerca de 8 km, integrando as rotas de enoturismo entre Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi. As demais ramificações, que podem chegar a uma malha de 100 km, podemos implantar paulatinamente buscando investimentos regionais”, salientou Aldemir.

O Governador pontuou que a crise financeira do Rio Grande do Sul pode ser um novo dificultador para a liberação das obras, porém se comprometeu a criar alternativas para viabilizá-la. A municipalização da RS 444 naquele trecho foi uma das soluções aventadas por Sartori. O prefeito Guilherme Pasin, que solicitou a audiência, disse que há necessidade urgente de melhorias nesta estrada, mas que consideraria qualquer proposta que aliasse o município ao estado em favor da Ciclovia.

O projeto a Ciclovia do Vale dos Vinhedos só foi possível após a APROVALE (Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) ceder em comodato uma estação total para o DAER, em 2010. O equipamento permanece até hoje no órgão, o projeto está concluído e o próprio Diretor Geral Rogério Uberti responsabilizou-se por atualizá-lo. “Acompanhamos a passo a passo o excelente trabalho do DAER, que fez um projeto moderno e muito completo. Sabemos que todas as etapas estão concluídas, já há uma empresa licitada e a obra, que duraria dezoito meses, poderia ser iniciada ainda em 2017. Tudo o que precisamos agora é da liberação por parte do Governo do Rio Grande do Sul. Sabemos que o momento é difícil, mas as condições de segurança na principal rota do enoturismo gaúcho são incompatíveis com o fluxo de mais de 400 mil visitantes que recebemos ao ano, sem contar o perigo que a população é obrigada a enfrentar diariamente”, declarou Deborah. O Vice-Governador ficou responsável por encaminhar o projeto, que já está na relação entregue ao Governador pelo Diretor Geral do DAER, listando as obras viárias prioritárias para estado do Rio Grande do Sul.

A comitiva também deixou nas mãos do Governador a prévia do projeto da Zona Franca Vale dos Vinhedos, para isenção de impostos na venda no varejo de vinhos brasileiros dentro da região demarcada do Vale dos Vinhedos. Sartori lembrou que renúncias fiscais são processos que merecem larga análise, mas manifestou seu apoio à iniciativa. Dentre os diversos impostos que recaem sobre a venda de vinhos, o mais expressivo é o ICMS, portanto os integrantes ficaram bastante satisfeitos em poder contar com a cooperação do governo estadual. “Não é um processo fácil, mas a agenda é positiva. A Zona Franca poderá gerar empregos, promover nossos vinhos, fixar o produtor na sua propriedade e principalmente trazer mais desenvolvimento sócio-econômico de toda a Serra Gaúcha. Estou confiante de que a conquistaremos”, declarou Pasin.

Vale dos Vinhedos, conquistas e desafios:
Ciclovia, Condomínios Vitivinícolas e Zona Franca
Audiência Pública – Comissão de Turismo / Câmara Federal
Palestrante: Deborah Villas-Bôas Dadalt
Brasília, 18 de Novembro de 2017

Localizado na Serra Gaúcha e inserido no encontro de 3 municípios – Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul está o Vale dos Vinhedos. Esta pequena região rural de 72 km² representa o legado histórico, cultural e gastronômico deixado pelos imigrantes italianos que chegaram à região sul a partir de 1875. Convidados pelo império para desenvolver a arte do vinho nas novas colônias do Rio Grande do Sul, nossos ancestrais cumpriram sua missão maravilhosamente. Os parreirais em latada do século 19 são hoje uma herança viva, que sobrevive em perfeita harmonia com as modernas tecnologias para cultivo de diversos tipos de uvas, com as quais produzimos sucos, vinhos coloniais e principalmente, aqueles que são considerados os mais renomados vinhos finos do Brasil. As novas gerações assumiram um desafio ainda maior – transformar o Vale dos Vinhedos em um equipamento turístico de apelo nacional e internacional, atraindo divisas através do enoturismo, do comércio e das exportações.

Nossas paisagens são deslumbrantes e exibem diferentes cores a cada estação do ano. Muito mais do que remeterem à nostalgia da Europa dos nossos ancestrais, as colinas verdejantes deste vale descortinam um Brasil surpreendente e inesperado. Neste verdadeiro paraíso, pequenas propriedades de produtores familiares compartilham o território com mais de trinta vinícolas de diferentes portes, desde cantinas boutiques e de garagem até grandes empresas que contam com parcerias mundiais. Essa saudável diversidade reflete a força da nossa indústria vitivinícola. Nossos vinhos apresentam tipicidade exclusiva, sendo os únicos no Brasil a deterem uma Denominação de Origem. Nossa região também foi a primeira no país a ser reconhecida como Indicação Geográfica, garantida pelo INPI e pela Aprovale, a Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, que neste momento tenho a honra de representar.

Estas duas certificações não apenas garantem a origem e a autenticidade dos vinhos que orgulhosamente produzidos, mas principalmente, sua extrema qualidade, controlada com rigor através das normativas para obtenção dos selos de Indicação de Procedência e Denominação de Origem.

O Vale dos Vinhedos é famoso também pela hospitalidade de seus moradores e pela qualidade dos serviços e dos produtos que oferece. As vinícolas e as demais atrações estão abertas ao público o ano todo. Grandes e pequenos produtores acolhem o turista carinhosamente, com passeios nos parreirais, merendas nos vinhedos, visitas guiadas através das etapas da vinificação, cursos de degustação e refeições cuidadosamente harmonizadas com vinhos brasileiros. Nossa variada oferta turística inclui hotéis, pousadas, restaurantes, bistrôs, ateliês de arte, antiquários, armazéns de queijos e produtores coloniais que estão distribuídos ao logo das rotas que reproduzem as antigas linhas de imigração.

Mas o Vale dos Vinhedos está sempre à frente de seu tempo e aqui peço licença para destacar mais uma conquista inovadora – em fase final de aprovação, possuímos o primeiro e único condomínio vitivinícola com denominação de origem da América do Sul, no qual está inserido o Spa do Vinho. Considerado o mais completo equipamento de enoturismo nacional, oferece três diferentes restaurantes, centro de eventos especializado em enogastronomia, adega, vinícola e vinhedos próprios além de um spa vinoterápico que já foi eleito o melhor do país. O hotel detém a marca Autograph Collection, um dos mais importantes selos de luxo concedidos pela maior rede de hotéis do mundo, a Marriott International. Este magnífico complexo completa dez anos e comprova nossa vocação como destino não apenas nacional, mas internacional, pois quase 20% dos nossos hóspedes vem do exterior, em especial dos Estados Unidos, México, Alemanha, Austrália, Canadá, Itália, Japão e do Mercosul.

E de novo o Vale dos Vinhedos inova. Neste exato momento, o projeto de uma moderna ciclovia, interligando todas estas atrações turísticas, aguarda apenas a assinatura do Governador do Rio Grande do Sul, com quem estivemos na semana passada. A Ciclovia Vale dos Vinhedos marcará nosso destino como uma opção sustentável e atraente para visitantes de todas as idades, com ou sem automóvel, vindos do Brasil e do exterior. Famílias poderão trafegar com segurança e conforto, turistas deixarão de depender de carros para passear no Vale e nossos habitantes terão muito mais mobilidade para circular e trabalhar.

Mas voltemos aos vinhos. Desde 2007, somos uma das duas únicas regiões de produção vitivinícola fora do Velho Continente que conquistaram reconhecimento de seus vinhos perante a União Europeia. A grande qualidade que alcançamos faz com que nossos turistas desejem não apenas experimentar, mas também garimpar rótulos exclusivos diretamente das mãos do produtor, levá-los para casa como testemunho líquido e precioso de uma viagem inesquecível. Porém isto não vem acontecendo.
Aí reside nosso maior dilema – falta um braço muito importante em nosso destino enoturístico – o comércio. O setor de serviços que se desenvolveu tão bem no acolhimento e nas experiências inesquecíveis, não consegue o mais importante – vender seus vinhos.

Entre 2006 e 2016 passamos de 40 mil para mais de 400 mil visitantes ao ano, um sucesso em termos de crescimento do destino. No entanto, geralmente quem visita ao Vale dos Vinhedos pensa apenas em passear e degustar vinhos. A grande maioria não chega a levar uma única garrafa, porque muitas vezes no Vale dos Vinhedos são mais caras do que nas cidades vizinhas ou nos grandes supermercados. A lógica da cadeia de distribuição é perversa especialmente para o pequeno produtor, que não possui uma marca conhecida e por isso não é procurado pelas grandes distribuidoras. Por força dos custos de produção, dos impostos agregados e da dificuldade de escoamento, nossos viticultores não conseguem praticar preços mais atraentes dos que aqueles praticados nas cidades. Note-se: para o produtor, grande ou pequeno, hoje os impostos totais representam mais de 54% do custo de cada garrafa de vinho. Sem fôlego para competir com as cadeias de comerciantes das cidades, nossos produtores vêm suas vendas no varejo das cantinas e vinícolas limitadas a poucas garrafas para o consumo imediato. Esta refração se reflete em toda cadeia de comércio local, pois os turistas se ressentem por não encontrar o famoso “preço do produtor”. E todos sabemos o quanto o pilar do comércio é fundamental no desenvolvimento de qualquer destino turístico! Nossa vizinha Gramado é um exemplo de sucesso, cuja forte vocação para o comércio desdobrou-se em poucos anos em festivais, espetáculos e parques temáticos que elevaram a cidade ao principal destino de inverno do país.

Já estão em curso projetos de lei propondo tornar o Vale dos Vinhedos a Capital Brasileira do Enoturismo e buscando estabelecer a Rota Nacional do Turismo Enológico, composta por 14 cidades gaúchas ligadas à vitivinicultura, ambos de autoria do Deputado Giovani Cherini (PR-RS). Também em andamento o projeto de ligação asfáltica intitulado “Pelos Caminhos do Pão e do Vinho” entre o caminho dos Moinhos e Vale dos Vinhedos. O pleito que trazemos a esta casa hoje objetiva complementar estas ações de estímulo ao enoturismo no Rio Grande do Sul, mas principalmente garantir o desenvolvimento sustentável do Vale dos Vinhedos.
Propomos a criação de um modelo de desenvolvimento denominado Zona Franca Vale dos Vinhedos PARA VINHOS BRASILEIROS. Zona Franca, neste caso, é uma área delimitada onde mercadorias contam com incentivos fiscais (taxações reduzidas ou ausentes) para o comércio. O objetivo de uma zona franca é estimular o comércio e acelerar o desenvolvimento de uma determinada região isolada, geralmente situada em uma área geográfica específica. Neste modelo de Incentivo a legislação tributária é aplicada de forma diferenciada ou simplesmente não se aplica. São lugares onde o governo estimula a criação de empresas e indústrias com a insenção de impostos. Podemos citar como exemplo pequenas zonas francas já em funcionamento, como Tabatinga, no Amazonas, Guajará-Mirim em Rondônia e Macapá-Santana, no Amapá. Tramita nesta casa o Projeto de Lei do deputado gaúcho João Derly, que cria a Zona Franca da Indústria Calçadista, no estado do Rio Grande do Sul, concedendo benefícios tributários à indústria até 2076.

O Deputado João Derly também é padrinho da nossa proposta, que brevemente traremos para a apreciação da Câmara Federal. A nossa Zona Franca Vale dos Vinhedos é mais simples e englobaria apenas a área rural, já demarcada para a denominação de origem, com 72,45 km², tendo como delimitadores as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. As isenções de impostos, assentadas como Incentivos Fiscais e Extrafiscais, se aplicariam somente à venda de vinhos no varejo, diretamente para o visitante, sem afetar a cadeia industrial.

A primeira zona franca do mundo foi inventada há dois mil anos em Cartago por um gênio fenício que conseguiu incrementar o comércio com outros locais ao separar um local livre de impostos, os quais só eram pagos quando vendidos. Hoje, as zonas francas são soluções para um dos maiores problemas dos governos no mundo: criar empregos. No nosso caso, ela trará um benefício ainda maior – fixará nosso pequeno produtor em sua terra. Sem conseguir vender seu vinho, é cada vez maior o número de pequenos produtores vendendo seus lotes para a especulação imobiliária. Loteamentos populares estão ameaçando a continuidade do nosso destino. A diversidade de grandes e pequenas vinícolas tende a desaparecer se apenas quem tiver porte para instalar um grande esquema de varejo conseguir vender seus vinhos. Com a Zona Franca Vale dos Vinhedos será possível cortar até metade do preço de uma garrafa de vinho. Com um valor atraente na venda direta ao turista, especialmente os pequenos produtores poderão escoar sua produção, manter sua propriedade lucrativa e seguir no cultivo da uva e na produção do vinho artesanal.

Os resultados provenientes da implantação desta Zona Franca para vinhos brasileiros são inúmeros. O desenvolvimento sócio-econômico do Vale dos Vinhedos através do estímulo ao enoturismo, a fixação do pequeno vitivinicultor à sua propriedade através do incremento do agro-comércio rural, a geração de novos postos de trabalho atráves da expansão dos estabelecimentos comerciais, o incremento em todo o setor de serviços em geral e o aumento, por reflexo, da arrecadação dos tributos federais, estaduais e municipais. Isto sem falarmos no louvável incentivo ao consumo do vinho nacional, e por efeito, a redução na importação de vinhos estrangeiros.

Reduzindo as desvantagens locacionais e propiciando condições de alavancagem do processo de desenvolvimento da área incentivada pela Zona Franca, estaremos mantendo o Vale dos Vinhedos sustentável dentro de sua atividade original, valorizando o patrimônio cultural da vitivinicultura gaúcha e garantindo o futuro do mais importante equipamento de enoturismo do Brasil.

Comitiva Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal 17 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal
(esq.p/dir.): Gilnei Flor, Antônio Cettolin,AdenirJosé Dallé, LuisCarlos Heinze, Guilherme Pasin, Rodrigo Maia, Deborah Villas-Bôas Dadalt, AldemirDadalt, João Derly e Eduardo Virisssimo

Comitiva Vale dos Vinhedos na Câmara Federal 17 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dosVinhedos pleiteia Zona Franca na Câmara Federal
(esq.p/dir.): Adenir José Dallé, Aldemir Dadalt, Deborah Villas-Bôas Dadalt, Guilherme Pasin, João Derly e Eduardo Virisssimo

 

 

Audiência Pública Comissão Turismo Câmara Federal 18 10 17
Foto divulgação APROVALE
Audiência Pública na Comissão de Turismo daCâmara Federal
(esq.p/dir.): Ivane Fávero, Rodrigo Marques, Herculano Passos, Andrea Faria e Deborah Villas-Bôas Dadalt

 

Comitiva com Sartori 10 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dos Vinhedos é recebida no Palácio Piratini
(esq.p/dir.): Rodrigo Parisotto, Márcio Brandelli, Aldemir Dadalt, Deborah Villas-Bôas Dadalt, Guilherme Pasin e José Paulo Dornelles Cairoli

Condomínio Vitivinícola Spa do Vinho
Foto divulgação Spa do Vinho
Condomínio Vitivinícola no Vale dos Vinhedos
Spa do Vinho está inserido dentro do primeiro e único condomínio vitivinícola com Denominação de Origem da América do Sul

 

Para informações sobre as ações:

Deborah Villas-Bôas Dadalt
Diretora Infra-Estrutura
APROVALE
____________________________________
Tel.: +55 54 3454-3322 / 3453-9184
E-mail: marketing@valedosvinhedos.com.br
Aprovale: imprensa@spadovinho.com.br
Website: http://www.valedosvinhedos.com.br

Está oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

Naiára MartiniVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 06 de outubro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, através do seu presidente, Daniel de Paris, declarou oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.).

Desde 2012, ano em que o INPI reconheceu a DO Vale dos Vinhedos, setembro e outubro são os meses oficiais dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos no ano corrente. Neste período são inscritos os vinhos com potencial, elaborados na área delimitada, são comprovadas a origem das uvas, método de elaboração e qualidade dos produtos. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

Como funciona o processo?
O primeiro passo do processo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 06 de outubro.
Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 09 e 11 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise sensorial. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, normas estipuladas pelo Regulamento de Uso da D.O.V.V. precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Conselho Regulador da Indicação Geográfica (IG)
Quem faz o controle da IG Vale dos Vinhedos é a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. O Conselho é formado por representantes das vinícolas associadas, órgãos de pesquisa e ensino, além de consumidores.

Vinícolas que possuem rótulos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
As vinícolas que possuem rótulos com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos são: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.
Os produtos podem ser reconhecidos pelo selo abaixo, impresso em seus rótulos.

Foto: Naiára Martini

Vinícolas do Vale dos Vinhedos são destaque na 25ª edição da Avaliação Nacional de Vinhos

Avaliação Nacional.jpg5 das 16 amostras mais representativas da Safra 2017 são do Vale dos Vinhedos ou de vinícolas associadas a Aprovale.

A maior degustação de vinhos de uma safra do mundo chegou a sua 25ª edição. Cerca de mil pessoas de todo o Brasil e do exterior degustaram na taça as 16 amostras mais representativas de vinhos brasileiros da Safra 2017, no momento mais aguardado pelo setor vitivinícola. A 25ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2017, realizada no sábado, 23, é uma iniciativa da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Com 327 amostras inscritas por 59 vinícolas de seis estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), esta é a maior Avaliação dos últimos quatro anos. O ranking dos 30% mais representativos, ou seja, 103 vinhos, foi anunciado ao final do evento como resultado da degustação de seleção realizada durante o mês de agosto por 118 enólogos, que às cegas, seguiram normas internacionais sob a coordenação da Embrapa Uva e Vinho. Dentre este seleto grupo, 16 vinhos foram selecionados entre os mais representativos para serem degustados pelo grande público na maior celebração dos vinhos do Brasil. E dentre as 16 amostras mais representativas, 5 são do Vale dos Vinhedos ou de empresas associadas a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale.

Casa Valduga, Cooperativa Vinícola Aurora, Vinícola Cave de Pedra, Miolo Wine Group e Vinícola Almaúnica foram os grandes destaques do Vale dos Vinhedos no evento que celebra seus 25 anos, reforçando a qualidade dos produtos elaborados na região vitivinícola pioneira e referência tanto na elaboração de vinhos, como em enoturismo e única Denominação de Origem de Vinhos no Brasil.

Segundo o presidente da ABE, o enólogo Edegar Scortegagna, a Avaliação Nacional de Vinhos é uma prévia da safra: “O que o público degustou na taça é a antecipação do que estará no mercado a partir do próximo ano”. Desta forma, grandes vinhos brasileiros poderão ser degustados pelo consumidor nos próximos anos.

Confira as 16 amostrar representativas da safra e o destaque do Vale dos Vinhedos

Categoria Vinho Base para Espumante
Chardonnay/Riesling Itálico – Chandon (Garibaldi – RS)
Chardonnay – Casa Valduga (Bento Gonçalves – RS)
Chardonnay – Domno do Brasil (Garibaldi – RS)

Categoria Branco Fino Seco Não Aromático
Riesling Itálico – Cooperativa Vinícola Aurora (Bento Gonçalves – RS)
Chardonnay – Vinícola Almadén (Santana do Livramento – RS)
Chardonnay – Vinícola Cave de Pedra (Bento Gonçalves – RS)

Categoria Branco Fino Seco Aromático
Sauvignon Blanc – Vinícola Fazenda Santa Rita (Vacaria – RS)
Moscato Giallo – Cooperativa Vinícola São João (Farroupilha – RS)

Categoria Tinto Fino Seco Jovem
Cabernet Franc – Vinícola Salton (Bento Gonçalves – RS)

Categoria Tinto Fino Seco
Petit Syrah – Luiz Argenta Vinhos Finos (Flores da Cunha – RS)
Merlot – Casa Perini (Farroupilha – RS)
Merlot – Miolo Wine Group (Bento Gonçalves – RS)
Cabernet Franc – Giacomin Indústria de Bebidas | Vinhos Hortência (Flores da Cunha – RS)
Malbec – Vinícola Almaúnica (Bento Gonçalves – RS)
Cabernet Sauvignon – Guatambu Estância do Vinho (Dom Pedrito – RS)
Tannat – Don Guerino Vinhos e Espumantes (Alto Feliz – RS)

NÚMEROS DA 25ª AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS – SAFRA 2017
– Amostras inscritas: 327
– Vinícolas participantes: 59
– Time da Degustação de Seleção: 118 enólogos
– Participantes: 850 apreciadores de sete países: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Itália, Japão e Uruguai. Do Brasil, compareceram enófilos de 10 estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, além do Distrito Federal.
– Painel de comentaristas: 15 convidados de quatro países: Argentina, Brasil, Itália e Japão e um apreciador sorteado entre o público.
– Serviço do vinho: 105 alunos dos cursos de Viticultura e Enologia do IFRS – Campus Bento, IFSC – Campus Urupema e Unipampa.
– Amostras degustadas: 16
– Garrafas servidas: 1.440 (90 de cada)
– Em 25 edições, 16.317 apreciadores e 5.849 amostras.

 

Fonte: ABE – Associação Brasileira de Enologia

Primeira edição do Despertar do Vale é sucesso

Naiára Martini (27)Evento realizado no final de semana superou expectativa da organização e do público presente

O Despertar do Vale, evento promovido pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale aconteceu no último final de semana, dias 23 e 24 de setembro, e já deixa saudades.

Com o objetivo de abrir a primavera reunindo empresas e produtos do Vale dos Vinhedos em uma mini feira a céu aberto, o evento recebeu nos dois dias aproximadamente 2300 pessoas que degustaram e adquiriram produtos variados em um ambiente descolado em meio a natureza.

Naiára Martini (3)

A estrutura montada no jardim do Hotel Villa Michelon abrigou mais de 30 expositores que ofertaram seus produtos das 11h às 19h em ambos os dias de evento. Vinícolas, restaurantes, artesanatos, agroindústrias e acessórios de empresas parceiras da Aprovale tornaram o Despertar do Vale um sucesso, coroado com alegria pelo show do Farina Brother`s.

Segundo Avelino Zanetti Filho, organizador do evento e vice-presidente da Aprovale, o Despertar do Vale foi um sucesso. “Vimos pessoas felizes e leves ao redor do vinho, da gastronomia e dos demais expositores. Estamos cientes que o Despertar do Vale marcará história nos eventos da região assim como na integração da comunidade”.

Naiára Martini (34)
Valdir Espinosa esteve presente nos dois dias do evento, e prometeu retornar em 2018.

Lucimar Roncaglio, organizador do evento e diretor de enoturismo da Aprovale complementa que o Despertar é uma nova opção de diversão no Vale dos Vinhedos. “Uma opção descontraída e despojada para apreciar vinho, gastronomia e música boa. Sendo uma ótima alternativa para rever amigos e aproveitar momentos únicos em uma das regiões vitivinícolas mais prestigiadas do país”.

Márcio Brandelli, presidente da Aprovale afirma que a segunda edição do Despertar do Vale tem previsão de ocorrer em março de 2018, como encerramento da Vindima. “A segunda edição terá um nome diferente e será inspirada na vindima, a época da colheita. Mas vem com o mesmo espírito de cooperação e alegria presenciado no Despertar do Vale, realizado no último final de semana.”

O Despertar do Vale foi realizado pela Aprovale, com apoio do Hotel Villa Michelon, Sicredi, Limpacto, Boccati, Elo, Tramontina, SEGH, Mídiasul, Giordani Turismo, Fruki, Água da Pedra, Destemperados, Ibravin, Secretaria de Turismo de Bento Gonçalves, Secretaria da Saúde de Bento Gonçalves, Subprefeitura do Vale dos Vinhedos, Bento Convention Bureau, Brigada Militar – 3° BPAT e 6° B COM – Batalhão Ernesto Geisel.

Foram expositores: Pizzato Vinhas e Vinhos, Vinícola Torcello, Peculiare Vinhos Únicos, Miolo Wine Group, Vinícola Almaúnica, Vinícola Dom Cândido, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Lídio Carraro Vinícola Boutique, Casa Valduga e Terragnolo Vinhos Finos. Biscotteria Itallinni, Dolcetto do Vale, Atelier Refúgio da Colina, Famiglia Tasca, Queijaria Valbrenta, Moinho Graciema, Devorata Trufas Artesanais, Casa Madeira, Kelly Araldi Design, Leve Serra Gaúcha, Boccati, Tenda da Saúde, Tramontina, Restaurante Valle Rustico, Trattoria Mamma Gema, Giordani Gastronomia Cultural, Alitália Posto Per Mangiare, Osteria Del Valle e Food Truck do Tiago.

Fotos: Naiára Martini