Tecnovitis 2017, o maior encontro do setor vitícola do Brasil

Tecnovitis

A 2ª edição da Feira de Tecnologia para a Viticultura, será realizada A 2ª edição da Feira de Tecnologia para a Viticultura, será realizada No Vale dos Vinhedos no mês de dezembro

A região da Serra Gaúcha é referência nacional na vitivinicultura e Bento Gonçalves é reconhecida como uma das mais expressivas produtoras de vinhos do país.  Para traduzir em números, estamos falando de aproximadamente 15 mil áreas produtoras de uvas no Estado e, segundo o Cadastro Vitícola, pouco mais de 10 mil estão concentradas na Serra Gaúcha. São mais de 40 mil hectares de áreas de vinhedos produtivos. Até o último estudo, publicado no ano de 2015, são mais de 160 cidades produtoras de uvas no Estado. Na safra de 2017, foram processados mais de 753 milhões de kg de uvas no RS. “Nossa expectativa é muito positiva, estamos trabalhando para receber cerca de 20 mil visitantes, pois o evento será de integração, comercialização e muito conhecimento aos nossos viticultores do estado e outras regiões do país”, destaca Elson Schneider, o presidente do Sindicato Rural da Serra Gaúcha, promotor e realizador do evento.

SOBRE A FEIRA

A feira acontece de 06 a 08 de dezembro de 2017, das 10h às 18h, em uma área superior a 25 mil metros quadrados, no coração da região produtora e em uma das regiões vitivinícolas mais conhecidas do país, o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves – RS. A visita, em um fluxo orientado, inicia pela área coberta, com fornecedores de pequenos materiais, equipamentos e a produtores da agroindústria familiar. Seguindo para a Área 2, chamada de Parreiral Demonstrativo, onde serão apresentados os tratamentos realizado nos vinhedos, além de um modelo para o depósito de defensivos agrícolas. Na Área 3, além das entidades parceiras, o espaço de alimentação, descanso e sanitários. Na Área 4, visita ao Parreiral Modelo, seguido do espaço de exposição dinâmica de máquinas e implementos. Por fim, a Área 5 terá a concentração maior de expositores, com máquinas e equipamentos, casas agrícolas e demais fornecedores da cadeia de cultivo da uva.

O evento é gratuito e não requer cadastro antecipado. Informações adicionais pelo site: http://www.tecnovitis.com.br, pela página da feira no Facebook/Tecnovitis, ou pelo e-mail contato@tecnovitis.com.br.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

– Seminários Técnicos e Palestras: fazem parte da programação paralela do evento os seminários técnicos e palestras. Os assuntos abordados são diversos: legislação e registro do vinho colonial; simples nacional; legislação da vitivinicultura; boas práticas e manejo de agrotóxicos na viticultura; PAS e PIUP; produção orgânica e biodinâmica; pulverização; modernização e logística da colheita; segurança do trabalho; e diversas temáticas práticas do dia a dia do viticultor.

A programação completa do evento e inscrições para cada palestra podem ser acessados e realizados no site: https://www.tecnovitis.com.br/programacao

– Audiência Pública: 08/12/2017, sexta-feira, 14h às 16h. Informações com Elson Schneider (54) 3702 2217.

Maiores informações sobre o evento com Paula no (54) 99975 7968.

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Zona Franca Vale dos Vinhedos avança em Brasília

Comitiva Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal 17 10 17.jpg

Brasília DF, 19.10.17 – A convite da Comissão de Turismo, projeto de lei do Deputado João Derly criando a Zona Franca para Vinhos Brasileiros é levado à Câmara Federal por comitiva de quatro prefeitos e diretores da Aprovale, recebendo apoio de parlamentares e do Presidente Rodrigo Maia

Alavancar o desenvolvimento sustentável do Vale dos Vinhedos, fixar o pequeno produtor em seu vinhedo, incentivar a venda de vinhos brasileiros e fortalecer o enoturismo são as quatro premissas fundamentais da Zona Franca Vale dos Vinhedos, proposta que a partir de agora, na forma de projeto de lei, ganha corpo junto ao governo federal. Durante dois dias uma comitiva composta por parlamentares, prefeitos e empresários apresentou o pleito na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Sou favorável e tratarei o tema com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia”, declarou o Deputado Rodrigo Maia ao reunir-se com os integrantes da comitiva em audiência concedida no gabinete da Presidência da Câmara.
(leia mais em http://www2.camara.leg.br/a-camara/estruturaadm/mesa/presidencia/noticias/rodrigo-maia-apoia-iniciativa-de-criar-uma-zona-franca-de-vinhos-no-rio-grande-do-sul )

Apoio da Presidência da Câmara Federal
A audiência foi solicitada pelo Deputado João Derly (Rede/RS), que encampou a iniciativa e está redigindo o projeto de lei para a criação da Zona Franca Vale dos Vinhedos. A comitiva do Rio Grande do Sul foi liderada pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin e pela Diretora da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, que detalharam ao Presidente da Câmara os benefícios diretos e indiretos que a isenção de impostos sobre a venda de vinhos no varejo poderá trazer à toda a cadeia do vinho, especialmente ao pequeno produtor. “A redução no preço da garrafa pode chegar a 54% se isentos impostos municipais, estaduais e federais. Se aplicada por um período de doze anos como propõe nosso projeto, garantiremos principalmente que as cantinas familiares e os pequenos vitivinicultores tornem-se competitivos, praticando valores muito mais atraentes para os turistas, que buscarão a região não apenas pelo passeio, mas para efetivamente comprar excelentes vinhos brasileiros. Esta lei será decisiva para fixar nosso produtor no vinhedo e perpetuar a saudável diversidade de oferta entre grandes e pequenas vinícolas no Vale dos Vinhedos”, explanou Deborah. Os prefeitos de Garibaldi, Antônio Cettolin e de Monte Belo do Sul, Adenir José Dallé ambos municípios que com Bento Gonçalves integram os Vale dos Vinhedos, contaram também com a presença de Gilnei Flor, Prefeito de Santa Tereza, que declarou apoiar o pleito pois “com certeza uma zona franca de vinhos promoverá desenvolvimento em toda a Serra Gaúcha, não apenas na área demarcada”. A comitiva ainda contou com o empresário Aldemir Dadalt, membro do Conselho Superior da Aprovale, o Vereador Eduardo Virissimo e o Deputado Federal Luis Carlos Heinze, ambos do PP-RS, o assessor Jefferson Aires Viana e o próprio Deputado João Derly.

Audiência Pública na Comissão de Turismo
Na sequência a comitiva acompanhou a audiência pública convocada pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados para debater as demandas e possibilidades de desenvolvimento do enoturismo no Brasil. O Deputado Herculano Passos (PSD-SP), autor do requerimento que instaurou a audiência, substituiu o presidente da Comissão Deputado Paulo Azi e compôs a mesa ao lado de Andrea Faria (SEBRAE), Rodrigo L.B. Marques (Coordenador-Geral de Atração de Investimentos – Ministério do Turismo), Ivane Fávero (Presidente AENOTUR) e Deborah Villas-Bôas Dadalt (Diretora APROVALE / Sócia-Diretora SPA do VINHO). Através das palestras destes convidados foi possível traçar um panorama das potencialidades do enoturismo e das atividades vitivinícolas, que embora ainda sejam pouco explorados pelos órgãos oficiais, já se posicionam o Brasil como 14º maior produtor de vinhos do mundo. Ivane lembrou os presentes a aptidão natural da serra gaúcha para o enoturismo, enfatizando a necessidade de órgãos como Embratur promoverem estes roteiros. Andrea apresentou os programas conjuntos entre Sebrae e Ibravin em favor da capacitação da cadeia produtora e Rodrigo apontou a demanda do turismo internacional por novos destinos enoturísticos, em especial com ofertas com alto valor agregado voltadas para um público exigente e diferenciado. Deborah convidou os presentes a viajarem pelo Vale dos Vinhedos, um roteiro que congrega a mais completa experiência de enoturismo no Brasil, enfatizando a necessidade urgente de incentivo ao comércio na região através da criação da Zona Franca para vinhos brasileiros. (veja palestra na íntegra abaixo – Vale dos Vinhedos, conquistas e desafios: Ciclovia, Condomínios Vitivinícolas e Zona Franca).

Ao pronunciar-se, Passos manifestou irrestrito apoio da Comissão de Turismo aos pleitos apresentados, esclarecendo que o papel de seus integrantes será justamente buscar formas legais para viabilizá-las. “Não tive oportunidade ainda de conhecer o Vale dos Vinhedos, mas agora considero uma obrigação me familiarizar com este importante destino. O vinho brasileiro já conquistou projeção em mercados internacionais, mas ainda precisa alcançar o próprio público nacional, e neste sentido o enoturismo precisa ser fortemente estimulado”, declarou ao encerrar a audiência.

Trâmite no Legislativo inicia agora
O projeto de lei para a criação da Zona Franca Vale dos Vinhedos está em fase final de redação. Para o Deputado João Derly, que já tramita projeto semelhante para a indústria calçadista gaúcha, as próximas etapas serão protocolar os estudos de viabilidade e de impacto econômico. Para acelerar os trabalhos, proporá a criação de uma Comissão Parlamentar Especial, integrando quatro outras comissões destinadas a analisar em profundidade cada aspecto legal da proposta. Derly realizou também reunião com especialistas do Conselho Legislativo da Câmara dos Deputados, para alinhar as implicações tributárias decorrentes da proposta de renúncia fiscal. “Vencidas estas etapas o projeto poderá ser apreciado pelos Ministérios da Fazenda, do Turismo, da Agricultura e da Integração Social. É uma jornada exaustiva, mas temos a felicidade de contar com apoio político da bancada do Rio Grande do Sul e da presidência da casa através do Deputado Rodrigo Maia. É um quadro promissor e trabalharei com grande empenho para concretizá-lo”, enfatizou Derly.
( Leia mais em http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/viewdestaque.php?view=566&cnid=1#null )

Sartori – última etapa para a Ciclovia e apoio à Zona Franca
Antes de seguir para o Distrito Federal, a comitiva gaúcha fez questão de apresentar ao Governador Ivo Sartori os pleitos que levariam à Câmara Federal. A reunião aconteceu no gabinete do palácio Piratini, no último dia 10 e também contou com as presenças do Secretário de Turismo de Bento Gonçalves Rodrigo Parisotto, do Presidente da Aprovale Márcio Brandelli e do Vice-Governador José Paulo Dornelles Cairoli. Na ocasião a pauta principal foi a solicitação da assinatura do governador para o início das obras da Ciclovia Vale dos Vinhedos. “Este projeto foi iniciado há dez anos e já passou por todas as etapas necessárias, inclusive revisão orçamentária e licitação. É uma obra de baixo custo, porém grande impacto para a região, pois ampliará o perfil dos nossos visitantes e trará mobilidade para a população local”, explicou Márcio. Orçada em R$ 6,5 milhões, a ciclovia será construída ao longo da RS 444, interligando a principal rota de vinícolas do Vale dos Vinhedos. “Buscamos a aprovação apenas para espinha dorsal da ciclovia, com cerca de 8 km, integrando as rotas de enoturismo entre Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi. As demais ramificações, que podem chegar a uma malha de 100 km, podemos implantar paulatinamente buscando investimentos regionais”, salientou Aldemir.

O Governador pontuou que a crise financeira do Rio Grande do Sul pode ser um novo dificultador para a liberação das obras, porém se comprometeu a criar alternativas para viabilizá-la. A municipalização da RS 444 naquele trecho foi uma das soluções aventadas por Sartori. O prefeito Guilherme Pasin, que solicitou a audiência, disse que há necessidade urgente de melhorias nesta estrada, mas que consideraria qualquer proposta que aliasse o município ao estado em favor da Ciclovia.

O projeto a Ciclovia do Vale dos Vinhedos só foi possível após a APROVALE (Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) ceder em comodato uma estação total para o DAER, em 2010. O equipamento permanece até hoje no órgão, o projeto está concluído e o próprio Diretor Geral Rogério Uberti responsabilizou-se por atualizá-lo. “Acompanhamos a passo a passo o excelente trabalho do DAER, que fez um projeto moderno e muito completo. Sabemos que todas as etapas estão concluídas, já há uma empresa licitada e a obra, que duraria dezoito meses, poderia ser iniciada ainda em 2017. Tudo o que precisamos agora é da liberação por parte do Governo do Rio Grande do Sul. Sabemos que o momento é difícil, mas as condições de segurança na principal rota do enoturismo gaúcho são incompatíveis com o fluxo de mais de 400 mil visitantes que recebemos ao ano, sem contar o perigo que a população é obrigada a enfrentar diariamente”, declarou Deborah. O Vice-Governador ficou responsável por encaminhar o projeto, que já está na relação entregue ao Governador pelo Diretor Geral do DAER, listando as obras viárias prioritárias para estado do Rio Grande do Sul.

A comitiva também deixou nas mãos do Governador a prévia do projeto da Zona Franca Vale dos Vinhedos, para isenção de impostos na venda no varejo de vinhos brasileiros dentro da região demarcada do Vale dos Vinhedos. Sartori lembrou que renúncias fiscais são processos que merecem larga análise, mas manifestou seu apoio à iniciativa. Dentre os diversos impostos que recaem sobre a venda de vinhos, o mais expressivo é o ICMS, portanto os integrantes ficaram bastante satisfeitos em poder contar com a cooperação do governo estadual. “Não é um processo fácil, mas a agenda é positiva. A Zona Franca poderá gerar empregos, promover nossos vinhos, fixar o produtor na sua propriedade e principalmente trazer mais desenvolvimento sócio-econômico de toda a Serra Gaúcha. Estou confiante de que a conquistaremos”, declarou Pasin.

Vale dos Vinhedos, conquistas e desafios:
Ciclovia, Condomínios Vitivinícolas e Zona Franca
Audiência Pública – Comissão de Turismo / Câmara Federal
Palestrante: Deborah Villas-Bôas Dadalt
Brasília, 18 de Novembro de 2017

Localizado na Serra Gaúcha e inserido no encontro de 3 municípios – Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul está o Vale dos Vinhedos. Esta pequena região rural de 72 km² representa o legado histórico, cultural e gastronômico deixado pelos imigrantes italianos que chegaram à região sul a partir de 1875. Convidados pelo império para desenvolver a arte do vinho nas novas colônias do Rio Grande do Sul, nossos ancestrais cumpriram sua missão maravilhosamente. Os parreirais em latada do século 19 são hoje uma herança viva, que sobrevive em perfeita harmonia com as modernas tecnologias para cultivo de diversos tipos de uvas, com as quais produzimos sucos, vinhos coloniais e principalmente, aqueles que são considerados os mais renomados vinhos finos do Brasil. As novas gerações assumiram um desafio ainda maior – transformar o Vale dos Vinhedos em um equipamento turístico de apelo nacional e internacional, atraindo divisas através do enoturismo, do comércio e das exportações.

Nossas paisagens são deslumbrantes e exibem diferentes cores a cada estação do ano. Muito mais do que remeterem à nostalgia da Europa dos nossos ancestrais, as colinas verdejantes deste vale descortinam um Brasil surpreendente e inesperado. Neste verdadeiro paraíso, pequenas propriedades de produtores familiares compartilham o território com mais de trinta vinícolas de diferentes portes, desde cantinas boutiques e de garagem até grandes empresas que contam com parcerias mundiais. Essa saudável diversidade reflete a força da nossa indústria vitivinícola. Nossos vinhos apresentam tipicidade exclusiva, sendo os únicos no Brasil a deterem uma Denominação de Origem. Nossa região também foi a primeira no país a ser reconhecida como Indicação Geográfica, garantida pelo INPI e pela Aprovale, a Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, que neste momento tenho a honra de representar.

Estas duas certificações não apenas garantem a origem e a autenticidade dos vinhos que orgulhosamente produzidos, mas principalmente, sua extrema qualidade, controlada com rigor através das normativas para obtenção dos selos de Indicação de Procedência e Denominação de Origem.

O Vale dos Vinhedos é famoso também pela hospitalidade de seus moradores e pela qualidade dos serviços e dos produtos que oferece. As vinícolas e as demais atrações estão abertas ao público o ano todo. Grandes e pequenos produtores acolhem o turista carinhosamente, com passeios nos parreirais, merendas nos vinhedos, visitas guiadas através das etapas da vinificação, cursos de degustação e refeições cuidadosamente harmonizadas com vinhos brasileiros. Nossa variada oferta turística inclui hotéis, pousadas, restaurantes, bistrôs, ateliês de arte, antiquários, armazéns de queijos e produtores coloniais que estão distribuídos ao logo das rotas que reproduzem as antigas linhas de imigração.

Mas o Vale dos Vinhedos está sempre à frente de seu tempo e aqui peço licença para destacar mais uma conquista inovadora – em fase final de aprovação, possuímos o primeiro e único condomínio vitivinícola com denominação de origem da América do Sul, no qual está inserido o Spa do Vinho. Considerado o mais completo equipamento de enoturismo nacional, oferece três diferentes restaurantes, centro de eventos especializado em enogastronomia, adega, vinícola e vinhedos próprios além de um spa vinoterápico que já foi eleito o melhor do país. O hotel detém a marca Autograph Collection, um dos mais importantes selos de luxo concedidos pela maior rede de hotéis do mundo, a Marriott International. Este magnífico complexo completa dez anos e comprova nossa vocação como destino não apenas nacional, mas internacional, pois quase 20% dos nossos hóspedes vem do exterior, em especial dos Estados Unidos, México, Alemanha, Austrália, Canadá, Itália, Japão e do Mercosul.

E de novo o Vale dos Vinhedos inova. Neste exato momento, o projeto de uma moderna ciclovia, interligando todas estas atrações turísticas, aguarda apenas a assinatura do Governador do Rio Grande do Sul, com quem estivemos na semana passada. A Ciclovia Vale dos Vinhedos marcará nosso destino como uma opção sustentável e atraente para visitantes de todas as idades, com ou sem automóvel, vindos do Brasil e do exterior. Famílias poderão trafegar com segurança e conforto, turistas deixarão de depender de carros para passear no Vale e nossos habitantes terão muito mais mobilidade para circular e trabalhar.

Mas voltemos aos vinhos. Desde 2007, somos uma das duas únicas regiões de produção vitivinícola fora do Velho Continente que conquistaram reconhecimento de seus vinhos perante a União Europeia. A grande qualidade que alcançamos faz com que nossos turistas desejem não apenas experimentar, mas também garimpar rótulos exclusivos diretamente das mãos do produtor, levá-los para casa como testemunho líquido e precioso de uma viagem inesquecível. Porém isto não vem acontecendo.
Aí reside nosso maior dilema – falta um braço muito importante em nosso destino enoturístico – o comércio. O setor de serviços que se desenvolveu tão bem no acolhimento e nas experiências inesquecíveis, não consegue o mais importante – vender seus vinhos.

Entre 2006 e 2016 passamos de 40 mil para mais de 400 mil visitantes ao ano, um sucesso em termos de crescimento do destino. No entanto, geralmente quem visita ao Vale dos Vinhedos pensa apenas em passear e degustar vinhos. A grande maioria não chega a levar uma única garrafa, porque muitas vezes no Vale dos Vinhedos são mais caras do que nas cidades vizinhas ou nos grandes supermercados. A lógica da cadeia de distribuição é perversa especialmente para o pequeno produtor, que não possui uma marca conhecida e por isso não é procurado pelas grandes distribuidoras. Por força dos custos de produção, dos impostos agregados e da dificuldade de escoamento, nossos viticultores não conseguem praticar preços mais atraentes dos que aqueles praticados nas cidades. Note-se: para o produtor, grande ou pequeno, hoje os impostos totais representam mais de 54% do custo de cada garrafa de vinho. Sem fôlego para competir com as cadeias de comerciantes das cidades, nossos produtores vêm suas vendas no varejo das cantinas e vinícolas limitadas a poucas garrafas para o consumo imediato. Esta refração se reflete em toda cadeia de comércio local, pois os turistas se ressentem por não encontrar o famoso “preço do produtor”. E todos sabemos o quanto o pilar do comércio é fundamental no desenvolvimento de qualquer destino turístico! Nossa vizinha Gramado é um exemplo de sucesso, cuja forte vocação para o comércio desdobrou-se em poucos anos em festivais, espetáculos e parques temáticos que elevaram a cidade ao principal destino de inverno do país.

Já estão em curso projetos de lei propondo tornar o Vale dos Vinhedos a Capital Brasileira do Enoturismo e buscando estabelecer a Rota Nacional do Turismo Enológico, composta por 14 cidades gaúchas ligadas à vitivinicultura, ambos de autoria do Deputado Giovani Cherini (PR-RS). Também em andamento o projeto de ligação asfáltica intitulado “Pelos Caminhos do Pão e do Vinho” entre o caminho dos Moinhos e Vale dos Vinhedos. O pleito que trazemos a esta casa hoje objetiva complementar estas ações de estímulo ao enoturismo no Rio Grande do Sul, mas principalmente garantir o desenvolvimento sustentável do Vale dos Vinhedos.
Propomos a criação de um modelo de desenvolvimento denominado Zona Franca Vale dos Vinhedos PARA VINHOS BRASILEIROS. Zona Franca, neste caso, é uma área delimitada onde mercadorias contam com incentivos fiscais (taxações reduzidas ou ausentes) para o comércio. O objetivo de uma zona franca é estimular o comércio e acelerar o desenvolvimento de uma determinada região isolada, geralmente situada em uma área geográfica específica. Neste modelo de Incentivo a legislação tributária é aplicada de forma diferenciada ou simplesmente não se aplica. São lugares onde o governo estimula a criação de empresas e indústrias com a insenção de impostos. Podemos citar como exemplo pequenas zonas francas já em funcionamento, como Tabatinga, no Amazonas, Guajará-Mirim em Rondônia e Macapá-Santana, no Amapá. Tramita nesta casa o Projeto de Lei do deputado gaúcho João Derly, que cria a Zona Franca da Indústria Calçadista, no estado do Rio Grande do Sul, concedendo benefícios tributários à indústria até 2076.

O Deputado João Derly também é padrinho da nossa proposta, que brevemente traremos para a apreciação da Câmara Federal. A nossa Zona Franca Vale dos Vinhedos é mais simples e englobaria apenas a área rural, já demarcada para a denominação de origem, com 72,45 km², tendo como delimitadores as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. As isenções de impostos, assentadas como Incentivos Fiscais e Extrafiscais, se aplicariam somente à venda de vinhos no varejo, diretamente para o visitante, sem afetar a cadeia industrial.

A primeira zona franca do mundo foi inventada há dois mil anos em Cartago por um gênio fenício que conseguiu incrementar o comércio com outros locais ao separar um local livre de impostos, os quais só eram pagos quando vendidos. Hoje, as zonas francas são soluções para um dos maiores problemas dos governos no mundo: criar empregos. No nosso caso, ela trará um benefício ainda maior – fixará nosso pequeno produtor em sua terra. Sem conseguir vender seu vinho, é cada vez maior o número de pequenos produtores vendendo seus lotes para a especulação imobiliária. Loteamentos populares estão ameaçando a continuidade do nosso destino. A diversidade de grandes e pequenas vinícolas tende a desaparecer se apenas quem tiver porte para instalar um grande esquema de varejo conseguir vender seus vinhos. Com a Zona Franca Vale dos Vinhedos será possível cortar até metade do preço de uma garrafa de vinho. Com um valor atraente na venda direta ao turista, especialmente os pequenos produtores poderão escoar sua produção, manter sua propriedade lucrativa e seguir no cultivo da uva e na produção do vinho artesanal.

Os resultados provenientes da implantação desta Zona Franca para vinhos brasileiros são inúmeros. O desenvolvimento sócio-econômico do Vale dos Vinhedos através do estímulo ao enoturismo, a fixação do pequeno vitivinicultor à sua propriedade através do incremento do agro-comércio rural, a geração de novos postos de trabalho atráves da expansão dos estabelecimentos comerciais, o incremento em todo o setor de serviços em geral e o aumento, por reflexo, da arrecadação dos tributos federais, estaduais e municipais. Isto sem falarmos no louvável incentivo ao consumo do vinho nacional, e por efeito, a redução na importação de vinhos estrangeiros.

Reduzindo as desvantagens locacionais e propiciando condições de alavancagem do processo de desenvolvimento da área incentivada pela Zona Franca, estaremos mantendo o Vale dos Vinhedos sustentável dentro de sua atividade original, valorizando o patrimônio cultural da vitivinicultura gaúcha e garantindo o futuro do mais importante equipamento de enoturismo do Brasil.

Comitiva Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal 17 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dos Vinhedos na Presidência da Câmara Federal
(esq.p/dir.): Gilnei Flor, Antônio Cettolin,AdenirJosé Dallé, LuisCarlos Heinze, Guilherme Pasin, Rodrigo Maia, Deborah Villas-Bôas Dadalt, AldemirDadalt, João Derly e Eduardo Virisssimo

Comitiva Vale dos Vinhedos na Câmara Federal 17 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dosVinhedos pleiteia Zona Franca na Câmara Federal
(esq.p/dir.): Adenir José Dallé, Aldemir Dadalt, Deborah Villas-Bôas Dadalt, Guilherme Pasin, João Derly e Eduardo Virisssimo

 

 

Audiência Pública Comissão Turismo Câmara Federal 18 10 17
Foto divulgação APROVALE
Audiência Pública na Comissão de Turismo daCâmara Federal
(esq.p/dir.): Ivane Fávero, Rodrigo Marques, Herculano Passos, Andrea Faria e Deborah Villas-Bôas Dadalt

 

Comitiva com Sartori 10 10 17
Foto divulgação APROVALE
Comitiva do Vale dos Vinhedos é recebida no Palácio Piratini
(esq.p/dir.): Rodrigo Parisotto, Márcio Brandelli, Aldemir Dadalt, Deborah Villas-Bôas Dadalt, Guilherme Pasin e José Paulo Dornelles Cairoli

Condomínio Vitivinícola Spa do Vinho
Foto divulgação Spa do Vinho
Condomínio Vitivinícola no Vale dos Vinhedos
Spa do Vinho está inserido dentro do primeiro e único condomínio vitivinícola com Denominação de Origem da América do Sul

 

Para informações sobre as ações:

Deborah Villas-Bôas Dadalt
Diretora Infra-Estrutura
APROVALE
____________________________________
Tel.: +55 54 3454-3322 / 3453-9184
E-mail: marketing@valedosvinhedos.com.br
Aprovale: imprensa@spadovinho.com.br
Website: http://www.valedosvinhedos.com.br

Zona Franca do Vinho é discutida com o presidente da Câmara dos Deputados

Assessoria Dep. João Derly2Deputado João Derly reuniu comitiva que objetiva tornar o Vale dos Vinhedos Zona Franca de vinhos do Brasil

A Serra Gaúcha é conhecida por sua beleza natural, seu povo trabalhador e acolhedor, mas também pela qualidade do vinho produzido pelas vinícolas situadas na região, premiados anualmente por sua excelência. Essas características fazem da região um destino turístico atrativo, tendo o Vale dos Vinhedos como um dos maiores receptores de turistas de todo o Brasil. Na tarde de terça-feira (17) o deputado federal João Derly e uma comitiva da região reuniu-se com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tratar da Zona Franca do Vinho.

Fazem parte da comitiva a diretora de infraestrutura da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, o representante do conselho superior da Aprovale, Aldemir Dadalt, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, o prefeito de Monte Belo do Sul, Adenir Dallé e o vereador de Bento Gonçalves, Eduardo Veríssimo.

A iniciativa da Zona Franca do Vinho
Procurado pelos representantes da iniciativa, o deputado vem articulando junto aos ministérios do Turismo e Fazenda, estudos de viabilidade para o projeto. Assim que concluído, ele protocolará para tornar possível a implementação da Zona Franca do Vinho no Vale dos Vinhedos: “A ideia é fomentar o turismo da região, com a criação de empregos e o crescimento de investimentos no setor hoteleiro e gastronômico, com foco no vinho produzido aqui, que é de excelência e reconhecido mundo afora por sua qualidade. Como? Concedendo aos comerciantes do produto uma isenção do IPI que garantirá um valor mais atrativo aos vinhos daqui, movimentando todo setor”, ressaltou.

A reunião
Junto com representantes da região, foram discutidas medidas que possam viabilizar a implementação dessa Zona Franca no Vale dos Vinhedos. A ideia é aumentar os investimentos para ampliação da rede gastronômica e hoteleira, ampliando a gama de atrações já existentes e tornando o Vale dos Vinhedos um destino ainda mais consolidado para os amantes do vinho que o consumirão, não só quando visitarem à região, mas também ao longo do ano em suas regiões de origem. Sendo essa uma contrapartida imensurável, a renúncia fiscal, na prática, traria um grande ganho futuro para economia do país. A proposta inicial prevê uma validade de 12 anos após sua aprovação.

Audiência Pública na quarta
Será realizada hoje (18), uma audiência pública com o tema “Demandas, entraves e possibilidades de desenvolvimento do Enoturismo no Brasil” junto a Comissão do Turismo. A comitiva que esteve em reunião com o presidente da Câmara também comparecerá a audiência que terá como convidada a sra. Deborah Villas-Bôas Dadalt, diretora de infraestrutura da Aprovale, diretora do SPA do Vinho de Bento Gonçalves e uma das principais incentivadoras da criação da Zona Franca do Vinho no Vale dos Vinhedos.

Foto: Assessoria do Deputado João Derly

Ciclovia e Zona Franca para vinhos são pauta de encontro com o Governador do RS

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Secretário de turismo de Bento Gonçalves, Rodrigo Parisotto, presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, representante do conselho superior da Aprovale, Aldemir Dadalt, diretora de infraestrutura da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, e vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli. Foto de Luiz Chaves / Palácio Piratini.

No último dia 10, comitiva organizada por lideranças da Aprovale reforçou pleitos do Vale dos Vinhedos em Porto Alegre

A Cilovia Vale dos Vinhedos e o projeto que visa tornar a região delimitada uma zona franca de vinhos voltaram à pauta nas últimas semanas. No dia 10 os pleitos foram assuntos principais de um encontro com o Governador e Vice-Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori e José Paulo Cairoli.

Na ocasião a comitiva composta pelo presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, pela diretora de infraestrutura da Aprovale, Deborah Villas-Bôas Dadalt, pelo membro do conselho superior da Aprovale, Aldemir Dadalt, pelo prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, o pelo secretário de turismo de Bento Gonçalves, Rodrigo Parisotto, reforçaram a importância de ambos os projetos para a região reconhecida mundialmente pela elaboração de vinhos finos e pelo enoturismo.

O projeto para a construção da Ciclovia Vale dos Vinhedos compreende 8,25 quilômetros de extensão, com localização na ERS-444 (Estrada do Vinho). O projeto foi concluído em junho de 2010, ainda no Governo Yeda Crusius. O valor estimado da obra é R$ 5,7 milhões.

Deborah Villas-Bôas Dadalt, diretora de infraestrutura da Aprovale, ressaltou que a efetivação da Ciclovia representaria uma nova etapa para o roteiro enoturístico, que passaria a ser também destino para os amantes do ciclismo. “A Ciclovia é um desejo antigo e ganhou um novo impulso com esse encontro. Esperamos que o projeto definitivamente saia do papel e se torne realidade”.

A possibilidade do Vale dos Vinhedos tornar-se Zona Franca para Vinhos do Brasil também foi pauta do encontro. Conhecida por ser a primeira Denominação de Origem de Vinhos do Brasil, a área da Indicação Geográfica seria a delimitadora deste projeto. Com porcentagens de área distribuídas entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, o projeto refletiria diretamente no desenvolvimento regional. Seriam consequências a promoção do local como destino turístico e a diminuição da carga tributária dos produtos, beneficiando produtores locais e consumidores que adquirem vinhos diretamente no varejo das vinícolas.

O Prefeito Guilherme Pasin destaca a importância do projeto. “Bento Gonçalves é a Capital Nacional do Vinho. A condição de zona franca reforçará ainda mais nosso potencial, além de contribuir para o aumento nas vendas dos produtos, visto que os tributos sobre eles serão reduzidos”, destaca.

O Governador José Ivo Sartori ressaltou que parcerias podem concretizar as ações na atual situação do Estado. “Somos apoiadores de projetos que visem o desenvolvimento. Esse é um momento de buscarmos parcerias para poder concretizar essas ações. Os projetos serão encaminhados para analise”.

O próximo passo será a apresentação do projeto de Zona Franca em Brasília. Uma comitiva composta por lideranças dos três Municípios viajará para a capital no próximo dia 18.

Passeio Ciclístico de Primavera recebe inscrições

rosangela-longhiEvento ocorre no dia 22 de outubro

O Vale dos Vinhedos vai ganhando novas cores e aromas. A iminente chegada da primavera marca a brotação dos parreirais e o início de mais uma etapa do ciclo do vinho. Para festejar a estação, o Villa Michelon, em parceria com a Jamar, promove o tradicional Passeio Ciclístico de Primavera, no dia 22 de outubro, a partir das 9h.

Mais uma vez, o trajeto parte da sede da Aprovale e percorre o interior do Vale dos Vinhedos, mostrando a beleza pouco explorada da Estrada da Linha Baú e de Garibaldina. Durante o percurso de pouco mais de 5km, os ciclistas de todas as idades poderão desfrutar da paisagem inigualável do Vale dos Vinhedos. Duas paradas estão programadas para descanso e recarregar as energias com água.

O ponto final do trajeto, na Casa do Filó do Hotel Villa Michelon contará com sorteios de uma bicicleta, uma diária no hotel e outros brindes. A família mais numerosa, o ciclista mais idoso e o mais jovem e a bicicleta ou ciclista mais incrementado também terão brindes destinados.

As inscrições estão abertas e são gratuitas, podendo ser realizadas no Hotel Villa Michelon, na Aprovale, na Jamar Cia. do Esporte ou no dia do evento, na concentração. O Passeio Ciclístico de Primavera 2017 conta com o apoio da Aprovale, Isabela, Brigada Militar, Corsan e Prefeitura de Bento Gonçalves. Em caso de mau tempo, ele será transferido para o dia 29 de outubro.

SERVIÇO
Evento: Passeio Ciclístico da Primavera
Quando: 22 de outubro – domingo
Horário: a partir das 9h
Local: Concentração em frente à sede da Aprovale, no Vale dos Vinhedos (RS 444 – Km 14,85)
Inscrições antecipadas:
Hotel Villa Michelon – (54) 2102.1800
Jamar Cia do Esporte – (54) 3451.2675
Aprovale – (54) 3451.9601
Inscrições no local:
Em frente à Aprovale

Está oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

Naiára MartiniVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 06 de outubro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos, através do seu presidente, Daniel de Paris, declarou oficialmente aberta a temporada 2017 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.).

Desde 2012, ano em que o INPI reconheceu a DO Vale dos Vinhedos, setembro e outubro são os meses oficiais dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos no ano corrente. Neste período são inscritos os vinhos com potencial, elaborados na área delimitada, são comprovadas a origem das uvas, método de elaboração e qualidade dos produtos. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

Como funciona o processo?
O primeiro passo do processo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 06 de outubro.
Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 09 e 11 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise sensorial. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, normas estipuladas pelo Regulamento de Uso da D.O.V.V. precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Conselho Regulador da Indicação Geográfica (IG)
Quem faz o controle da IG Vale dos Vinhedos é a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. O Conselho é formado por representantes das vinícolas associadas, órgãos de pesquisa e ensino, além de consumidores.

Vinícolas que possuem rótulos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
As vinícolas que possuem rótulos com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos são: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.
Os produtos podem ser reconhecidos pelo selo abaixo, impresso em seus rótulos.

Foto: Naiára Martini

Vinícolas do Vale dos Vinhedos são destaque na 25ª edição da Avaliação Nacional de Vinhos

Avaliação Nacional.jpg5 das 16 amostras mais representativas da Safra 2017 são do Vale dos Vinhedos ou de vinícolas associadas a Aprovale.

A maior degustação de vinhos de uma safra do mundo chegou a sua 25ª edição. Cerca de mil pessoas de todo o Brasil e do exterior degustaram na taça as 16 amostras mais representativas de vinhos brasileiros da Safra 2017, no momento mais aguardado pelo setor vitivinícola. A 25ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2017, realizada no sábado, 23, é uma iniciativa da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Com 327 amostras inscritas por 59 vinícolas de seis estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), esta é a maior Avaliação dos últimos quatro anos. O ranking dos 30% mais representativos, ou seja, 103 vinhos, foi anunciado ao final do evento como resultado da degustação de seleção realizada durante o mês de agosto por 118 enólogos, que às cegas, seguiram normas internacionais sob a coordenação da Embrapa Uva e Vinho. Dentre este seleto grupo, 16 vinhos foram selecionados entre os mais representativos para serem degustados pelo grande público na maior celebração dos vinhos do Brasil. E dentre as 16 amostras mais representativas, 5 são do Vale dos Vinhedos ou de empresas associadas a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale.

Casa Valduga, Cooperativa Vinícola Aurora, Vinícola Cave de Pedra, Miolo Wine Group e Vinícola Almaúnica foram os grandes destaques do Vale dos Vinhedos no evento que celebra seus 25 anos, reforçando a qualidade dos produtos elaborados na região vitivinícola pioneira e referência tanto na elaboração de vinhos, como em enoturismo e única Denominação de Origem de Vinhos no Brasil.

Segundo o presidente da ABE, o enólogo Edegar Scortegagna, a Avaliação Nacional de Vinhos é uma prévia da safra: “O que o público degustou na taça é a antecipação do que estará no mercado a partir do próximo ano”. Desta forma, grandes vinhos brasileiros poderão ser degustados pelo consumidor nos próximos anos.

Confira as 16 amostrar representativas da safra e o destaque do Vale dos Vinhedos

Categoria Vinho Base para Espumante
Chardonnay/Riesling Itálico – Chandon (Garibaldi – RS)
Chardonnay – Casa Valduga (Bento Gonçalves – RS)
Chardonnay – Domno do Brasil (Garibaldi – RS)

Categoria Branco Fino Seco Não Aromático
Riesling Itálico – Cooperativa Vinícola Aurora (Bento Gonçalves – RS)
Chardonnay – Vinícola Almadén (Santana do Livramento – RS)
Chardonnay – Vinícola Cave de Pedra (Bento Gonçalves – RS)

Categoria Branco Fino Seco Aromático
Sauvignon Blanc – Vinícola Fazenda Santa Rita (Vacaria – RS)
Moscato Giallo – Cooperativa Vinícola São João (Farroupilha – RS)

Categoria Tinto Fino Seco Jovem
Cabernet Franc – Vinícola Salton (Bento Gonçalves – RS)

Categoria Tinto Fino Seco
Petit Syrah – Luiz Argenta Vinhos Finos (Flores da Cunha – RS)
Merlot – Casa Perini (Farroupilha – RS)
Merlot – Miolo Wine Group (Bento Gonçalves – RS)
Cabernet Franc – Giacomin Indústria de Bebidas | Vinhos Hortência (Flores da Cunha – RS)
Malbec – Vinícola Almaúnica (Bento Gonçalves – RS)
Cabernet Sauvignon – Guatambu Estância do Vinho (Dom Pedrito – RS)
Tannat – Don Guerino Vinhos e Espumantes (Alto Feliz – RS)

NÚMEROS DA 25ª AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS – SAFRA 2017
– Amostras inscritas: 327
– Vinícolas participantes: 59
– Time da Degustação de Seleção: 118 enólogos
– Participantes: 850 apreciadores de sete países: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Itália, Japão e Uruguai. Do Brasil, compareceram enófilos de 10 estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, além do Distrito Federal.
– Painel de comentaristas: 15 convidados de quatro países: Argentina, Brasil, Itália e Japão e um apreciador sorteado entre o público.
– Serviço do vinho: 105 alunos dos cursos de Viticultura e Enologia do IFRS – Campus Bento, IFSC – Campus Urupema e Unipampa.
– Amostras degustadas: 16
– Garrafas servidas: 1.440 (90 de cada)
– Em 25 edições, 16.317 apreciadores e 5.849 amostras.

 

Fonte: ABE – Associação Brasileira de Enologia