Mesa Redonda sobre a Zona Franca da Uva e do Vinho acontece no Vale dos Vinhedos nesta sexta-feira

jOÃO dERLY.jpgIniciativa do projeto é do deputado federal João Derly com apoio da Aprovale

O projeto de lei (9045/2017) que cria a Zona Franca da Uva e do Vinho vem sendo debatida em Brasília, no trâmite das comissões da Câmara dos Deputados, mas também nas 23 cidades que serão contempladas com a iniciativa. Nesta sexta-feira (6), Bento Gonçalves completa a série de Mesas Redondas sobre o tema. O evento é promovido pelo deputado federal João Derly (REDE-RS), autor do projeto, e pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia. Estarão presentes representantes dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Nova Roma do Sul, Santa Teresa, Veranópolis, Salvador do Sul, Antônio Prado, Caxias do Sul, Guaporé, Nova Prata, Coronel Pilar e Cotiporã.

A intenção do projeto é desenvolver a vitivinicultura local e o enoturismo na região. Para tanto, ele pretende enfrentar o problema da elevada tributação que sobrecarrega a cadeia vitivinícola e que gera uma concorrência desleal, principalmente com produtos de fora do Brasil.

João Derly acredita que essa é a hora de incentivar a geração de empregos e a Serra Gaúcha destaca-se internacionalmente no turismo. “Enfrentamos uma grave crise de desemprego que atinge quase 14 milhões de brasileiros. O turismo na região é uma tradição e um grande gerador de empregos e atrativo para investimentos externos. Reduzindo o alto custo dos impostos, a consequência seria o aumento da produção que levaria à queda dos preços e à geração de vagas de emprego. Com isso garantimos desenvolvimento de diversos setores da cadeia”, argumenta o parlamentar.

O projeto de lei sugere a criação de uma zona franca semelhante a já existente em Manaus. O regime tributário especial, explica Derly, seria restrito às atividades da cadeia vitivinícola do Vale da Uva e do Vinho. Foram convidados para discutir o projeto, que será mediado por João Derly, entre outras autoridades, Deborah Villas-Bôas, diretora de infraestrutura da Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) e do vereador de Bento Gonçalves, Eduardo Viríssimo, além dos prefeitos e representantes de diversas cidades da região.

As 23 cidades contempladas pelo projeto são Bento Gonçalves, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Antônio Prado, Boa Vista do Sul, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Coronel Pilar, Cotiporã, Farroupilha, Flores da Cunha, Guaporé, Ipê, Nova Pádua, Nova Prata, Nova Roma do Sul, Pinto Bandeira, Salvador do Sul, Santa Tereza, São Marcos, Sao Valentim do Sul, Veranopólis e Vila Flores.

A Mesa Redonda acontecerá no Hotel e SPA do Vinho (rodovia RS 444 – KM 21 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves) a partir das 9h. Na semana que passou Farroupilha recebeu o evento que reuniu prefeitos, entidades e autoridades de sete municípios.

Fonte: Assessoria de comunicação de João Derly

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Congresso Latino-Americano de Enoturismo tem mais de 200 participantes inscritos

cropped-condomc3adnio-vitivinc3adcola-spa-do-vinho.jpgAlém de brasileiros, evento realizado no Vale dos Vinhedos terá congressistas da Argentina e Uruguai.

A meta prevista pela organização do 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo já foi alcançada. Mais de 200 participantes da Argentina, do Brasil e do Uruguai, ligados diretamente ao setor vitivinícola e ao turismo, estarão reunidos de quarta-feira (27) a sábado (30), no Spa do Vinho Autograph Collection Hotel, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS).

A abertura do oficial do Congresso será na tarde do dia 27, a partir das 13h30min, com as boas-vindas aos congressistas. Às 14h15min, Ivane Fávero, presidente da Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur) – uma das entidades promotoras – contará o histórico e a concepção do evento e da própria instituição que preside.

O case do Vale dos Vinhedos, local escolhido para a realização da sétima edição do Congresso e que foi palco também do primeiro do encontro, em 2010, será apresentado, às 15h, por Deborah Villas-Bôas Dadalt, diretora de infraestrutura da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale). Ela discorrerá sobre o pioneirismo da região no enoturismo.

Ao término, haverá uma pausa para que os congressistas possam torcer juntos pela seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo. Uma estrutura, no próprio Spa do Vinho, estará à disposição para quem quiser assistir à partida entre Brasil e Sérvia. Ao final do jogo, haverá o Welcome Wine, na esplanada do Spa do Vinho.

O Vale dos Vinhedos também será uma das localidades que receberá uma das visitas técnicas do Congresso. Na tarde do dia 28, os congressistas que adquiriram o pacote especial almoçarão no Trattoria Mamma Gema, onde serão servidos vinhos da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Após o grupo conhecerá a estrutura da Gasper Adventure Vale dos Vinhedos, onde participará de passeio de quadriciclo pelas trilhas do Hotel Villa Michelon. E para encerrar, realizarão uma visita técnica a Vinícola Almaúnica.

O Congresso Latino-Americano de Enoturismo é uma realização da Aenotur, do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Esta será a quarta vez que o evento é realizado na região. A primeira (2010) e segunda (2012) edições ocorreram em Bento Gonçalves. Já a terceira edição (2014) teve a programação distribuída nos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi, Flores da Cunha e Caxias do Sul.

SERVIÇO
7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo
Quando: 27 a 30 de junho de 2018
Onde: Spa do Vinho Autograph Collection Hotel (Rodovia RS-444, km 21), em Bento Gonçalves (RS)
Programação completa: www.congressoenoturismo.com.br
Informações: recepcao@aconteceeventos.com.br

 

Foto: Acervo Spa do Vinho

Curso de degustação de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é ofertado pela Miolo

Curso de degustação de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é ofertado pela Miolo

Vinicola Miolo.jpgO curso especial tem o objetivo de apresentar as peculiaridades dos vinhos reconhecidos e proporcionar uma experiência única aos visitantes com um tour exclusivo.

A Miolo Wine Group é uma das vinícolas que mais participam do processo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, única para vinhos do Brasil, cuja gestão é realizada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale. O processo é bastante rigoroso, atesta a origem e peculiaridade, e avalia a qualidade dos vinhos tintos, brancos e espumantes de variedades que melhor se adaptaram ao local de origem.

Diante deste envolvimento e com o objetivo de sensibilizar o enófilo quanto à importância deste processo, a vinícola acaba de lançar um mini curso exclusivo sobre os seus vinhos que ostentam o selo da D.O.V.V. O curso acontecerá de segunda a sábado, a partir de 30 de maio, em dois horários diários: as 10h30min e as 14h30min. As visitas também serão dedicadas a pequenos grupos: cada horário terá 12 participantes apenas.

A programação contempla um roteiro diferenciado: inicia com um passeio pelos vinhedos, onde são apresentadas as variedades de uvas. Em seguida ocorre a visita pela vinícola, onde o processo de elaboração dos vinhos acontece. Do alto da torre da Miolo, com uma belíssima vista para o Vale dos Vinhedos, o visitante degusta o Millesime Brut D.O., eleito o melhor espumante do método champenoise do Hemisfério Sul. Nas caves, os anos de tradição e legado da família Miolo são apresentados com orgulho através de uma degustação do Merlot Terroir D.O., eleito melhor Merlot do Mundo em Londres. A degustação é realizada no acervo particular do Enólogo Adriano Miolo. A visita finaliza com a degustação de dois vinhos e dois espumantes em uma das salas de degustação.

Para participar deste mini curso, é necessário o investimento de R$ 60 por pessoa. As visitas iniciarão a partir de 30 de maio, e o agendamento prévio deve ser realizado através dos canais da Miolo: visita@miolo.com.br ou 54.2102.1537

 

PrintSobre a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
O Vale dos Vinhedos é a única Denominação de Origem para vinhos no Brasil e suas regras são bastante específicas, principalmente quanto aos cultivares autorizados e produtividade por pé e hectare. A qualidade dos produtos inscritos também é avaliada por um corpo especializado de degustadores. Ao adquirir um vinho com D.O.V.V., o consumidor leva pra casa um vinho com as características únicas do Vale dos Vinhedos e a certeza de qualidade.

As regras completas para a para a D.O.V.V. podem ser conferidas no site do Vale, neste link: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=98&idpai=132

E a lista completa de vinícolas e vinhos que ostentam o registro, neste link: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=97&idpai=132

Vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos são premiados na França

Challenge2017-95Casa Valduga e Miolo Wine Group trouxeram para o Vale dos Vinhedos medalhas de ouro

A mais antiga avaliação de vinhos realizada na França reconheceu a qualidade e o

 diferencial dos vinhos da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. O Challenge International du Vin 2018 é o maior evento realizado no país e teve sua edição 2018 efetivada nos dias 20 e 21 de abril em Bordeaux.

Dentre as 5 mil amostras degustadas, entre os melhores chardonnays avaliados está o Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay 2017 D.O., elaborado pela Casa Valduga Vinhos Finos. E dentre os melhores tintos, está o Miolo Merlot Terroir 2015 D.O. elaborado pela Miolo Wine Group. O concurso contou com 800 degustadores especialistas.

Vale destacar que ambas as amostras premiadas com medalha de ouro possuem Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, o que reforça ainda mais a qualidade dos produtos que recebem esta distinção, e a seriedade do processo gerido pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale.
O Merlot Terroir da Miolo Wine Group passou pelo processo da Denominação de Origem em 2015, e o Chardonnay da Casa Valduga no final do ano passado, em 2017.

Além de Miolo e Casa Valduga, a Vinícola Aurora, associada a Aprovale, teve dois vinhos premiados com a medalha de bronze. A Casa Valduga, além do Chardonnay, teve também o espumante 130 anos Espumante Blanc de Noir premiado com medalha de bronze.

As 5 mil amostras avaliadas foram provenientes de 38 países, sendo 11 das reconhecidas elaboradas no Brasil, promissor produtor de vinhos e espumantes, com qualidade comprovada.

FAO defende estratégia de comercialização de alimentos baseada no lugar de origem dos produtos

FAO defende estratégia de comercialização de alimentos baseada no lugar de origem dos produtos

cropped-021.jpgFoto: Acervo Miolo Wine Group

Vender bens alimentícios especificando o lugar de origem do produto pode melhorar os lucros e estimular o crescimento de comunidades agrícolas. A avaliação é de um estudo divulgado em abril (26) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência da ONU analisou nove produtos – incluindo o vinho brasileiro do Vale dos Vinhedos – e concluiu que o uso da indicação geográfica pode aumentar os preços finais em 20 a 50%.

Elaborado em parceria com o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), o relatório da FAO aponta que os alimentos vendidos com a indicação de onde foram feitos faturam, por ano, mais de 50 bilhões de dólares.

“As indicações geográficas são uma estratégia dos sistemas de produção e comercialização de alimentos que coloca as considerações sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor”, explica o economista do Centro de Investimentos da FAO, Emmanuel Hidier. Segundo o especialista, tal medida pode abrir caminho para o desenvolvimento sustentável e para mercados mais rentáveis.

Vinho brasileiro
No Brasil, a cadeia do vinho do Vale dos Vinhedos é um exemplo de uso da indicação geográfica para a penetração do produto em novos mercados. Em 2002, 19 vinícolas — das 26 instaladas no Vale — obtiveram o direito de vender sua bebida com uma Indicação de Procedência (IP). À época, as empresas que conseguiram a rotulagem produziam 1,5 milhão de litros de vinho por ano — o que representava 20% de toda a produção local.

O estabelecimento da Indicação de Procedência não é um processo simples, pois envolve a delimitação da região que será reconhecida como local de origem dos produtos. Outras etapas incluem a definição de padrões compartilhados de produção, com técnicas que sejam comuns a todos os agricultores e especificações sobre quais variedades de uva serão utilizadas.

Dez anos depois, nove vinícolas do Vale adquiriram uma Denominação de Origem (DO) — outra rotulação baseada na localização geográfica — para os seus produtos. A nova classificação era mais restritiva, pois introduzia novos métodos produtivos, com o intuito de melhorar a qualidade do vinho. A categorização também determinava uma redução nas safras, que deveriam ser limitadas a 12 toneladas de uva por hectare e a quatro quilos por parreira. A área de plantação também foi diminuída, de 81 para 74,5 quilômetros quadrados.

Segundo a FAO, o caso brasileiro mostra os desafios particulares das estratégias de indicação geográfica. Como resultado da adoção dos novos critérios, houve uma redução de 78% na produção das vinícolas certificadas entre 2012, quando passou a valer a Denominação de Origem, e 2014.

Atualmente, as vinícolas autorizadas a vender com a Denominação de Origem representam apenas 1% da produção do Vale dos Vinhedos, o que equivale a uma média anual de cerca de 190 mil litros.

De acordo com a FAO, os produtores que apostaram na indicação geográfica observaram uma inversão no modo como se inserem no mercado. Eles vendem menos quantidade, mas por um valor maior. O relatório da agência da ONU mostra que a microprodução dessas vinícolas — elas respondem por 0,45% de todo o vinho de qualidade feito no Brasil — é vendida sobretudo para um nicho de alto valor agregado no mercado doméstico.

Embora os decréscimos na produção possam assustar, estudos coletados pelo organismo internacional apontam que o lucro líquido do vinho vendido sob a Denominação de Origem é 115% maior que o da bebida feita no Vale dos Vinhedos, mas sem a certificação. Em 2015, o preço por litro do vinho com o reconhecimento era estimado em 6,60 euros. O valor médio do concorrente local sem a rotulagem era de 3,15 euros.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.

FONTE: https://nacoesunidas.org/fao-defende-estrategia-de-comercializacao-de-alimentos-baseada-no-lugar-de-origem-dos-produtos/

 

 

Primeira degustação de renovação de certificados 2018 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é realizada

Acervo Aprovale.JPG4 vinhos foram declarados aptos a irem ao mercado

O processo para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.) é composto por inúmeros passos, muito valiosos na avaliação dos quesitos que caracterizam a D.O.V.V. como única. Uma das regras é a avaliação anual da safra, que normalmente acontece em setembro de cada ano. Tintos, brancos e vinhos-base para espumante passam pela primeira avaliação, que credita ou não ao direito de ter o selo da D.O.V.V., de acordo com as atribuições do produto avaliado: características provenientes das variedades de uvas, acidez, intensidade das cores, qualidade geral na taça, e afinidade com o terroir do Vale dos Vinhedos.

Quando aprovados nesta primeira avaliação, os vinhos recebem um certificado provisório que os qualifica como aptos, e podem seguir os procedimentos mínimos de envelhecimento conforme prevê o regulamento de uso: 12 meses para os tintos e 6 meses para os brancos, contados a partir do início de março. Já os vinhos-base para a tomada de espuma, deverão ter um período mínimo de contato com as leveduras, de 9

Após este processo de amadurecimento, os vinhos passam novamente pelo crivo de uma comissão de degustadores, que avaliará se o vinho está apto a ir ao mercado. Esta fase é chamada de “Renovação de Certificado”, pois atesta que, mesmo após o processo de amadurecimento, os vinhos mantém ou melhoraram sua qualidade e podem ostentar o selo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

A comissão de degustadores é altamente capacitada. É composta por enólogos da Embrapa Uva e Vinho, da ABE – Associação Brasileira de Enologia e de empresas associadas a Aprovale. A avaliação dos produtos inscritos, tanto no processo do ano, quanto nas degustações de renovação de certificado, é feita de forma totalmente sigilosa e as cegas: somente o consultor técnico da Aprovale sabe quais empresas estão concorrendo e qual a ordem das amostras degustadas. Antes mesmo da degustação, as amostras são coletadas e identificadas através de uma série de códigos apenas conhecidos por ele. Mesmo com o término da degustação, os enólogos participantes não tem acesso aos dados das amostras avaliadas, preservando assim aqueles que eventualmente são reprovados.

Após a aprovação do corpo de degustadores, as vinícolas são comunicadas e enviam a arte do rótulo para avaliação, já com a aplicação do selo da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. O rótulo é avaliado de acordo com as normas de uso do selo e, caso atendam as regras, o vinho recebe a numeração que vai em cada uma das garrafas a serem comercializadas. Cada garrafa da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos recebe um número, que pode ser consultado no contrarrótulo do produto, o que possibilita rastrear o vinho e saber detalhes de todo o processo para obtenção do reconhecimento.

Anualmente são realizadas 4 degustações de renovação de certificado e eventualmente podem ser realizadas chamadas extras. Em 2018 a primeira degustação de renovação aconteceu na última sexta-feira, dia 20 de abril, nas dependências da Embrapa Uva e Vinho. 4 vinhos foram recomendados: 2 tintos e 2 vinhos-base para espumante. Nos próximos dias os rótulos destes vinhos serão encaminhados para avaliação e receberão a numeração para cada garrafa. Após, as vinícolas estão aptas a rotularem e venderem os produtos.

O calendário de degustações prevê a próxima avaliação para agosto, quando também inicia o processo para a D.O.V.V. 2018.

Vinícolas que ostentam a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Reconhecida desde setembro de 2012, a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos é pleiteada anualmente pelas vinícolas do Vale dos Vinhedos. Desde 2012, 10 vinícolas tiveram vinhos reconhecidos. São elas: Casa Valduga, Miolo Wine Group, Peculiare Vinhos Únicos, Pizzato Vinhas e Vinhos, Terragnolo Vinhos Finos, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Larentis, Vinícola Almaúnica, Vinícola Cave de Pedra e Vinícola Dom Cândido.

Foto: Acervo Aprovale

2018 promete entrar na lista de grandes safras do Vale dos Vinhedos

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Qualidade da uva colhida durante a Vindima 2018 se equipara a 2005 e 2012. Foto: Gilmar Gomes.

Depois de um 2016 de grandes perdas, onde a colheita foi consideravelmente menor em quilos do que a média esperada, de um 2017 onde a quantidade de uvas atingiu expectativas, porém a qualidade manteve a média, chegou à vez de 2018 surpreender: uma colheita menor em quantidade, mas com destaque pela qualidade das uvas. Oficialmente encerrada após três meses de colheita, a Vindima 2018 trouxe a certeza sobre a qualidade dos cachos e a possibilidade de elaboração de grandes vinhos.

Os amantes do vinho já sabem que o cultivo da uva depende de inúmeros fatores. A qualidade e as características da terra onde os vinhedos são cultivados, o trabalho diário do agricultor e o clima nas quatro estações do ano são influências importantes. Ao findar de cada colheita já iniciam os trabalhos de preparo para a nova safra que será realizada no ano posterior. Que nossas terras são propícias para o cultivo e o saber fazer de nossa gente, já não se discute. O clima é o grande desafio para o cultivo local em função de a natureza ser imprevista apesar da tecnologia avançada. Em relação ao tema, o desenvolvimento desta safra teve temperaturas bem divididas: noites frescas e dias quentes, inverno equilibrado e a antecipação da primavera. Apesar de picos de chuva em janeiro deste ano, elas não foram suficientes para influenciar de forma significativa. As cores e aromas foram intensificados e a doçura contribuirá para a elaboração de vinhos ícones com graduação mais elevada.

Atendendo as expectativas dos enólogos das 23 vinícolas associadas a Aprovale, vinhos incríveis levarão o ano de 2018 a galeria das grandes safras de vinhos ícones. Segundo o diretor técnico da Aprovale e presidente do Conselho Regulador da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos, Daniel de Paris “a safra foi excelente, com uvas super maduras, de maturação fenólica muito boa e que originarão vinhos estruturados de altíssima qualidade”.

A tendência é que os rótulos tradicionalmente elaborados venham com qualidade ainda mais elevada e que os vinhos lançados apenas em safras especiais sejam reeditados em 2018. Os primeiros a chegarem ao mercado serão os brancos e espumantes, no segundo semestre do ano. Os tintos levam um tempo maior de maturação e levam mais tempo para serem lançados, mas a espera valerá a pena.

A qualidade da safra e a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.)

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O Vale dos Vinhedos é a única Denominação de Origem para vinhos no Brasil e suas regras são bastante específicas, principalmente quanto aos cultivares autorizados e produtividade por pé e hectare. A qualidade dos produtos inscritos também é avaliada por um corpo especializado de degustadores. Ao adquirir um vinho com D.O.V.V., o consumidor leva pra casa um vinho com as características únicas do Vale dos Vinhedos e a certeza de qualidade.

O processo de avaliação dos vinhos acontece sempre em setembro de cada ano e a expectativa para grandes safras, a exemplo de 2012, ano em que a D.O.V.V. foi oficialmente reconhecida pelo INPI, é de cerca de 20 amostras inscritas.

O processo da D.O.V.V. evoluiu ano a ano e, após 5 anos de reconhecimento e trabalho de internalização do conceito, o número de amostras aumentou. Em 2018 a expectativa decorrente da qualidade da safra, é de mais de 25 amostras inscritas por mais de 12 vinícolas.

As regras completas para a para a D.O.V.V. podem ser conferidas no site do Vale, neste link: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=98&idpai=132