Larentis abre reserva particular e celebra 15 anos com seleção de vinhos

noticias-download3911.jpgCaixa com seis rótulos emblemáticos que contam a história da vinícola já está disponível aos interessados. Foto de Eduardo Benini

Uma vinícola que completa 15 anos tem muitas histórias para contar. São 15 safras, cada uma com suas particularidades, que resultam em vinhos únicos, exclusivos. A Vinhos Larentis, do Vale dos Vinhedos, abriu sua reserva particular para compartilhar um pouco de suas melhores memórias, reunindo em uma caixa seis de seus mais emblemáticos vinhos. É uma seleção de seis vinhos que marcaram época nessa trajetória e que já estão disponíveis ao interessados. Ao abrir e degustar cada garrafa, apreciadores estarão celebrando junto com a vinícola os 15 anos de uma história familiar dedicada ao cultivo da uva e a arte de elaborar bons vinhos.

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Na coleção, em uma caixa personalizada de madeira, constam o Mérito 2008, Mérito 2012, Merlot Sta Lúcia 2013, Merlot Reserva 2012, Cabernet Sauvignon Reserva 2012 e Teroldego 2013. No entanto, não se trata de uma simples coleção. Além de conter o Merlot single vineyard safra 2013 com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV), apresentado em outubro deste ano, quem comprar o kit levará uma preciosidade da família Larentis, o Mérito 2008, vinho lançado em comemoração aos 10 anos da vinícola e que está sendo disponibilizado da reserva particular da família para brindar os 15 anos.

André Larentis, enólogo da vinícola, explica que o kit é uma forma de estender a comemoração aos amantes do vinho brasileiro, porém avisa que a oferta é limitada. “Temos guardadas apenas 100 garrafas do Mérito 2008 e 50 delas serão liberadas novamente ao mercado, por meio do kit, para uma segunda comemoração. É uma iniciativa muito especial que busca oferecer uma experiência diferenciada aos nossos clientes”, explica André.

A coleção, com apenas 50 unidades, está sendo comercializada pela loja virtual no site http://www.larentis.com.br e no varejo da vinícola.

Sobre os vinhos:

Mérito 2008 – o primeiro assemblage foi lançado em comemoração aos 10 anos da Larentis, em 2011. Vinho ícone, exclusivo, elaborado a partir da união perfeita entre 60% de Merlot, 20% de Cabernet Sauvignon, 10% de Ancellotta e 10% de Marselan. Foram produzidas apenas mil garrafas de uma tiragem histórica e especial.

Mérito 2012 – passados quatro anos após o lançamento da primeira edição do Mérito é que a Larentis apresentou novamente seu vinho ícone, por meio de uvas harmoniosamente combinadas nas proporções 62% de Merlot, 15% de Cabernet Sauvignon, 15% de Marselan e 8% de Ancellotta, com uma excepcional fineza e complexidade aromática.

Merlot Reserva 2012 – esse é o vinho produzido com a uva mais emblemática da Larentis. Aliado a essa superioridade no terroir está a qualidade da safra 2012, que proporcionou a chegada de um vinho espetacular, simbólico e carregado de personalidade, após envelhecer em barricas de carvalho norte-americano por oito meses e descansar na cave, após engarrafado, por no mínimo um ano, antes de ser comercializado.

Cabernet Sauvignon Reserva 2012 – de intensos aromas de cassis, especiarias como noz moscada e pimenta preta, passas e ameixa seca, é um vinho encorpado, com bom equilíbrio e persistência na boca.

Teroldego Cepas Selecionadas 2013 – com aromas de frutas vermelhas maduras, leves notas de tostado, a linha é elaborada somente em safras propícias para a elaboração de vinhos longevos. Com origem de Trento, na Itália, a variedade ainda é pouco conhecida no Brasil.

Merlot Sta Lúcia 2013 com DOVV – São apenas 1.465 garrafas elaboradas a partir de uvas da parcela 1.1 que foi escolhida pelos aspectos técnicos do vinhedo. A excelente exposição solar, o solo de textura argilosa, o relevo ondulado e bem drenado proporcionaram condições ideais, que aliados aos cuidados e a dedicação da família Larentis resultaram em uvas de altíssima qualidade e, por consequência, em um vinho particular.

Serviço
Produto: Kit 15 anos Larentis
O que contém: 6 garrafas (Mérito 2008, Mérito 2012, Merlot Sta Lúcia 2013, Merlot Reserva 2012, Cabernet Sauvignon Reserva 2012, Teroldego 2013)
Quantidade disponível: 50 unidades
Valor: R$ 650
Contato: larentis@larentis.com.brr
Onde comprar: www.larentis.com.br – Loja Virtual

Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos é apresentada em eventos no Espírito Santo

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O Vale dos Vinhedos é pioneiro quando se trata de Indicações Geográficas no Brasil. A localidade mundialmente conhecida pela elaboração de vinhos finos de qualidade foi reconhecida em 2002 como Indicação de Procedência (I.P.) e em 2012 como Denominação de Origem (D.O.). Ambas as nomenclaturas identificam que uma região elabora um produto reconhecido, que reflete características únicas, resultantes das variações climáticas, da terra, do cultivo, da cultura e do saber fazer de um local.

Por ter sido a primeira I.P. e a primeira D.O. de vinhos no Brasil, o case do Vale dos Vinhedos é solicitado em inúmeras palestras pelo Brasil, geralmente em localidades que buscam aprimorar-se no tema para também solicitar junto ao INPI o reconhecimento de suas regiões como Indicações Geográficas (I.G.).

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No segundo semestre de 2016, após participar de dois Encontros da Comissão de Estudo Especial (CEE) de I.G. da ABNT e Grupo de Trabalho das IGs brasileiras, um em Florianópolis e outro no Rio de Janeiro, e além de receber grupos técnicos do Paraná e de Roraima, os meses de outubro e novembro foram de apresentação do case e de aprendizado no estado do Espírito Santo. O consultor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, Jaime Milan, foi o representante da entidade e palestrante nestes eventos.

No dia 13 de outubro o Vale dos Vinhedos participou do Fórum Origem Capixaba: Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo. Na oportunidade, além de participar da solenidade de posse dos membros do Fórum, foi realizada uma apresentação sobre a IG do Vale dos Vinhedos para vinhos e espumantes.

Entre 21 a 23 de novembro o Vale dos Vinhedos retornou ao Espírito Santo, desta vez para o Curso Básico de IG e Marcas Coletivas. O case do Vale dos Vinhedos foi apresentado em duas oportunidades para um grupo de 40 técnicos, provenientes do norte e nordeste do Brasil. O evento foi organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Sebrae, com a finalidade de atualização de seus quadros . No primeiro dia a temática foi o “Regulamento de Uso de IG e Regulamento de Utilização de Marcas Coletivas”. No segundo foram analisadas as “Normas de controle”.

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Segundo Jaime Milan, “o pioneirismo da Aprovale é reconhecido em todo o país, razão pela qual é solicitada a apresentar sua experiência a diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. O próximo será no dia 9 de dezembro, para produtores de café do oeste de Minas Gerais. Estas demandas são muito gratificantes, pois reconhecem e valorizam o trabalho conjunto de agricultores, empresários, Embrapa, entidades de ensino, Sebrae e prefeituras dos municípios que formam a região demarcada. Mais importante ainda é poder repassar estes conhecimentos aos brasileiros que trabalham pelo desenvolvimento deste país”.

A Aprovale encerra seu ciclo de viagens e palestras de 2016 com um Workshop sobre Indicações Geográficas no dia 09 de dezembro às 17h, na cidade de Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais. O objetivo é trocar experiências com produtores de café no Sul de Minas Gerais na região Campo das Vertentes.

Algumas palestras já realizadas em 2016:
Foto 1: Conferência realizada na sede da Aprovale com alunos do Grupo GeRedes Unisinos. Na oportunidade o presidente da Aprovale, Márcio Brandelli, a diretora de associados setoriais, Maria Alice Farina e o consultor técnico, Jaime Milan apresentaram o case do Vale dos Vinhedos.

Foto 2: Palestra aos alunos do Curso de Gestão em Turismo do Instituto Federal de Santa Catarina, campus de Sombrio. A turma de Gestão em Turismo visita o Vale dos Vinhedos todos os anos, com novos alunos, e participa de palestra sobre o Vale dos Vinhedos.

Foto 3: Produtores de Cachaça de Paraty – RJ, em evento de troca de experiências entre as duas Indicações Geográficas: o Vale dos Vinhedos como IG de vinhos e Paraty como IG de cachaça.

Fotos de Naiára Martini

Um brinde ao Vale dos Vinhedos

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Assim como os contornos das paisagens do Vale dos Vinhedos vão se modificando à medida que sobem as temperaturas, as preferências pelas bebidas degustadas também vão se adequando ao calor da primavera e do verão.

Os espumantes elaborados nas vinícolas do roteiro enoturístico vêm, ano a ano, conquistando um espaço de destaque na referência dos consumidores, que encontram na bebida o frescor e o terroir da região para desfrutar de momentos de celebração e descontração.

Reconhecido internacionalmente, o espumante brasileiro passa por um salto de qualidade e consumo que pode ser facilmente atribuído ao aprimoramento das tecnologias por parte dos produtores. O resultado final ganha resposta na crescente preferência do consumidor. E dentro desta predileção está o Vale dos Vinhedos. Todas as vinícolas do roteiro elaboram espumantes, fazendo do local uma referência à bebida.

sabor-do-vale-giovani-nunesA estrutura dos produtores e o comprometimento com o método tradicional de elaboração, uma das exigências da Denominação de Origem, faz com que os espumantes ganhem destaque. Atualmente, os produtores pensam no cultivo de uvas exclusivamente para espumantes, fato impensável há uma década.

O diretor técnico da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, a Aprovale, André Larentis, atesta que a qualidade dos espumantes do Vale caminha junto com o terroir da região: “Dentro da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos o espumante vem ganhando cada vez mais representatividade e reconhecimento. Atingimos um altíssimo nível de qualidade, dado as condições do solo e clima propícias para a elaboração e o fato dos produtores do Vale terem investido em tecnologia e estudos aperfeiçoando a técnica de elaboração”, afirma Larentis.

Segundo o Regulamento da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.), 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira. E, de uma forma geral, para espumantes, não se pode produzir mais do que 12 toneladas por hectare. E tudo isto deverá ser provado e reconhecido!

As variedades permitidas para espumantes na D.O.V.V. são Chardonnay, Riesling Itálico e a Pinot Noir, elaborados pelo método tradicional.

Quer conhecer este sabor no paladar?
Confira a lista de espumantes com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos:

Pizzato Vinhas e Vinhos
Pizzato Brut Rosé Tradicional
O espumante rosado da Pizzato vem sendo elaborado desde 2007, sempre pelo método tradicional e com colheita designada.
Sempre seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir da colheita 2013 as regras da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Elaborado a partir de uvas próprias cultivadas no vinhedo Santa Lúcia, no Vale dos Vinhedos.

Pizzato Nature Branco Tradicional – D.O.V.V.
Vem sendo elaborado desde 2006 na modalidade Brut, sempre pelo método tradicional e com colheita designada. A partir da colheita 2012, elaborado nesta versão sem dosagem, mas não para todas as colheitas. Com a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Pizzato Brut Branco Tradicional D.O.V.V.
É referencial da casa para espumantes! De 2006 a 2008, seguiu as regras da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos e a partir de 2009, até a presente tiragem, todas as colheitas ostentaram a insígnia da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Miolo Wine Group
Espumante Miolo Millésime Brut D.O.
O Miolo Millésime é um espumante produzido pelo método tradicional, somente em safras excepcionais com uvas de Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas nos vinhedos da família Miolo em São Gabriel, município de Garibaldi, dentro da área demarcada da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, região que dá origem a um dos melhores espumantes do Brasil.

Cave de Pedra
Cave de Pedra Winery Espumante Brut D.O.
O espumante elaborado pelo método tradicional, com maturação por 36 meses. Possui coloração palha com alguns reflexos esverdeados, perlage fino, persistente, intenso e encantador. Aromas remetendo a frutas secas como damascos e passas, sutilmente harmonizados a elementos cítricos e doces. Em boca um espumante muito cremoso, leve e marcante.

Foto 1: Gilmar Gomes.

Foto 2: Giovani Nunes

 

Vinícolas são incluídas no Simples Nacional

2. Assinatura _ Presidente Michel Temer - FOTO Beto Barata, PR (1).jpgPresidente Michel Temer sancionou o Projeto de Lei Complementar 25/07 que inclui o setor no regime simplificado na manhã desta quinta-feira (27), em Brasília. Foto: Beto Barata, PR

O sonho de milhares de produtores brasileiros de vinhos virou realidade. A manhã desta quinta-feira (27) já entra para a história como o dia em que o setor vitivinícola conquistou a inclusão no Simples Nacional. Em ato realizado no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente Michel Temer sancionou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07 e confirmou as expectativas de dirigentes, viticultores, vinicultores, enólogos e de toda a cadeia produtiva que pleiteava a opção pelo regime simplificado desde que foi implementado. Além das micro e pequenas vinícolas, o projeto também inclui as microcervejarias e os produtores de cachaça artesanal. A medida entra em vigor em 2018.

Aprovada por unanimidade pela Câmara no início do mês, o PLP 25/07 amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também cria o Mutirão da Renegociação, que amplia o prazo de parcelamento de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros e mantém as empresas devedoras no Simples.

O presidente Michel Temer destacou o diálogo entre os poderes executivo e legislativo que, segundo ele, foi fundamental para atualização da Lei do Simples. O presidente reforçou a preocupação do governo com a geração e manutenção de emprego aliada à responsabilidade fiscal. “A unanimidade da aprovação da matéria na Câmara mostra o empenho de todos com essa agenda de inclusão de mais empresas. Não se trata de renúncia fiscal, mas sim, um ato gerador de empregos”, disse.

Articulação setorial

Uma comitiva de cerca de 20 dirigentes das entidades vitivinícolas se articularam com representantes políticos gaúchos para pressionar pela aprovação do Projeto de Lei Complementar que incluiu as vinícolas no sistema simplificado de tributação. Após a sanção, a comitiva foi recebida pelo presidente Michel Temer, no saguão da presidência, no Palácio do Planalto, em Brasília.

A emenda para inclusão dos vinhos no Simples é de autoria do Deputado Afonso Hamm, vice-presidente da frente Parlamentar de Defesa e Valorização da Produção nacional de Uvas, Vinhos e Espumantes e vice-presidente da comissão especial que aprovou o projeto. A aprovação na Câmara também contou com a articulação dos deputados federais gaúchos Mauro Pereira, que preside a Frente Parlamentar de apoio ao setor no Congresso, Jerônimo Goergen, Pepe Vargas além da Senadora Ana Amélia Lemos.

Setor com o presidente Michel Temer - FOTO Marcos Côrrea, PR.jpgFoto: Marcos Correa, PR

Dirigentes que participaram do ato em Brasília:

– Carlos Paviani e Diego Bertolini – Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin)
– Gilberto Pedrucci – Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivadas da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho/RS)
– Marcio Brandelli – Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale)
– Guilherme Grando e Mauricio Grando – Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos de Altitude (Acavitis)
– Cristhian Ferrari Ambrosi – Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICs) Farroupilha e Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin)
– Roberto Battistello – Associação de Vinicultores de Garibaldi (Aviga)
– Vitor Agostini e Laudir Miguel Piccoli – Centro de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Bento Gonçalves
– André Gasperin Associação Brasileira de Enologia (ABE)
– Leocir Luvison – Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi)
– Tiago Paviani – Centro Empresarial de Flores da Cunha
– Edson Morelo – CICs Serra

Fonte: Ibravin

Simples para vinícolas pode ajudar na formalização de centenas de produtores

Vinícolas no Simples _ Crédito Gilmar Gomes.jpgProjeto de Lei deverá ser sancionado esta quinta-feira (27)

A inclusão das vinícolas, microcervejarias e produtores de cachaça artesanal, aprovada por unanimidade pela Câmara no início do mês, está na iminência de sair do papel. Isso porque está previsto para a próximo quinta-feira (27), às 11h, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), um ato de assinatura do Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07 pelo presidente Michel Temer.

Márcio Brandelli, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, viajará a Brasília junto a uma comitiva que também contará com representantes de vinícolas do Vale dos Vinhedos, para participar do ato como forma de apoio a medida.

Além de incluir novos segmentos no regime, a atualização amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também amplia o prazo de parcelamento de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) elaborou um estudo que comprova a importância da medida para o setor. Entre os itens destacados está a possibilidade de formalização de centenas de produtores, em 10 estados, e o baixo impacto na arrecadação pelo governo. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da entidade, Carlos Paviani, o setor aguarda com otimismo a sanção presidencial para aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado. “Alguns países como Argentina e Espanha, por exemplo, já adotam sistemas semelhantes, o que os ajuda na posição de principais exportadores de vinhos no mundo”, ilustra.

O dirigente reforça o fato de que a inclusão das vinícolas brasileiras no Simples Nacional não deverá prejudicar a arrecadação de impostos pelos governos federal, estaduais e municipais. “O faturamento das micro e pequenas vinícolas corresponde a apenas 12% do total das empresas do ramo vinícola no Brasil”, justifica. Paviani também elenca outros benefícios que a medida pode gerar ao vinho brasileiro e aos consumidores. Entre eles está a maior oferta de produtos no mercado, a consolidação de regiões produtoras e a fixação de vinicultores no campo com melhores condições de vida.

Saiba porque é importante incluir as vinícolas no Simples Nacional
1. 90% das vinícolas dos estados do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC) e são micro e pequenas empresas e poderão ser beneficiadas caso o setor seja incluído no Simples.

2. Atualmente, a carga tributária brasileira ultrapassa metade do valor de uma garrafa de vinho. A inclusão no Simples deverá aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado.

3. Tradicionais países produtores de vinhos, como Argentina e Espanha, já possuem regimes simplificados de tributação. Os nossos vizinhos, por exemplo, adotam o sistema do Monotributo, algo semelhante ao Simples Nacional.

4. A inclusão das vinícolas brasileiras no Simples Nacional não vai diminuir a arrecadação de impostos pelos governos federal, estaduais e municipais. Isso porque o faturamento das micro e pequenas vinícolas corresponde a apenas 12% do total das empresas do ramo vinícola no Brasil.

5. A inclusão das vinícolas no regime simplificado desburocratiza e desonera a atividade vinícola no país.

6. A inclusão do segmento no Simples pode resultar na formalização de centenas de produtores de vinho artesanal, em 10 estados brasileiros.

8. A medida vai beneficiar não apenas os produtores gaúchos, mas também vinicultores dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.

9. A inclusão no Simples vai incentivar a produção do vinho no Brasil, considerada em muitos países, como a Espanha, um alimento.

10. A inclusão das vinícolas no Simples cria melhores condições para a permanência dos produtores no campo, em minifúndios, com mão de obra familiar, evitando a evasão rural.

Benefícios econômicos e sociais
– Aumento da visibilidade da produção, o que permite o desenvolvimento adequado de políticas públicas para os produtores familiares;

– Incentivo ao enoturismo, atividade com grande potencial de geração de emprego e renda;

– Maior segurança para o consumidor dos vinhos elaborados em unidades rurais familiares devido à exigência de atendimento das regras técnicas e fitossanitárias de produção;

– Incremento de investimentos na qualidade do produto.

Números da formalização
– 1.931 produtores de vinhos informais com potencial empreendedor no Brasil, segundo o IBGE;

– Estimativa de arrecadação de R$ 27 milhões em tributos;

– Estimativa de 1.050 produtores informais no RS que poderão ser formalizados;
– Em SC, a estimativa é de que 116 agroindústrias familiares sejam incluídas no regime;

– No PR, são 620 produtores informais que devem ser formalizados.

Fonte: Ibravin / Foto: Gilmar Gomes

Merlot com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos chega para celebrar os 15 anos da Vinhos Larentis

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Vinícola do Vale dos Vinhedos apresenta diferenciado Merlot da safra 2013 DOVV, elaborado a partir de uvas de uma parcela única do Vinhedo Santa Lúcia

Com goles de comemoração, a Vinhos Larentis celebra seus 15 anos colocando no mercado neste mês de outubro seu mais distinto Merlot. São apenas 1.465 garrafas elaboradas a partir de uma partilha limitada de uvas colhidas em 2013, numa área de 0,53 hectares do Vinhedo Santa Lúcia. O vinho é fruto de um single vineyard, em português, vinhedo único. A exclusividade do vinho ganha ainda mais destaque por trazer Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV), na Serra Gaúcha.

A parcela 1.1 foi escolhida pelos aspectos técnicos do vinhedo. A excelente exposição solar, o solo de textura argilosa, o relevo ondulado e bem drenado proporcionaram condições ideais, que aliados aos cuidados e a dedicação da família Larentis resultaram em uvas de altíssima qualidade e, por consequência, em um vinho particular. Após a colheita manual, as uvas passaram por uma seleção para, então, ser dado início ao processo de elaboração do vinho, por meio de controle de temperatura, realização de pigeage e remontagem durante a fermentação, maceração prolongada e fermentação malolática em barricas.

Após passar pela maturação em cinco barricas francesas durante 12 meses e com envelhecimento em garrafas na cave por outros 18 meses, tornou-se um vinho com personalidade, complexo, equilibrado e persistente.

O primeiro vinho com DOVV da Vinhos Larentis é apresentado justamente no ano em que a vinícola completa 15 anos. Uma data especial, sem dúvida, e que merece um presente diferenciado. O lançamento também merece rótulo especial, que valoriza justamente a parcela única (1.1) onde a uva Merlot é cultivada no Vinhedo Santa Lúcia. “São conquistas importantes, resultado do trabalho diário de toda a família, sempre em busca do melhor”, comemora André Larentis, enólogo da Larentis.

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André Larentis assina rótulo
As comemorações da Vinhos Larentis continuam. O primeiro vinho DOVV da vinícola chegou por meio das mãos e de muita dedicação do enólogo André Larentis, que assina o novo rótulo. André, que faz parte da quinta geração da família, é filho de Larri e Vera Larentis.

Aos 26 anos e formado em Viticultura e Enologia, André tem na bagagem cursos e imersões técnicas em vinícolas pelo mundo. Estados Unidos e Itália foram destinos de aprendizado e experiências. Além de preparo, o enólogo vive a vitivinicultura. Desde sempre soube da responsabilidade que tem à frente do empreendimento da família. “É a realização de um sonho semeado, cultivado e colhido em família. É o primeiro projeto que participo desde a preparação do solo. Foram oito anos dedicados a colocar toda magia de uma parcela de um vinhedo na garrafa e estamos felizes com o resultado”.

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Um longo caminho até a DO
A Vinhos Larentis é privilegiada por estar localizada no Vale dos Vinhedos, a primeira região com Denominação de Origem (DO) de vinhos no Brasil. No entanto, para integrar o importante grupo de vinícolas com vinhos com DO, foram meses de trabalho para cumprir uma série de procedimentos.

A norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida sejam realizados na região delimitada do Vale dos Vinhedos. Além disso, a DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP).

Para receber o certificado foi necessário comprovar a procedência da uva, que neste caso tem 100% em área demarcada do Vale dos Vinhedos. Além disso, a produtividade de 4,2 toneladas por hectare também foi determinante, uma vez que o máximo permitido é de 10 toneladas por hectare.

O vinho também precisou ser aprovado em análises físico-químicas e na avaliação sensorial (degustação às cegas), realizada pelo Comitê de Degustação, composto por técnicos da Embrapa Uva e Vinho, da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Fotos: Divulgação/Vinhos Larentis

Está oficialmente aberto o processo para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos 2016

Primavera Vale dos Vinhedos003 Fotos- Gilmar GomesVinícolas associadas a Aprovale tem até o dia 20 de setembro para envio da documentação necessária para a abertura do processo

Setembro é o mês oficial da abertura dos trabalhos relativos a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.). É neste período, anualmente, que os vinicultores do Vale dos Vinhedos se mobilizam para inscrever e comprovar a origem dos vinhos elaborados na área delimitada e se estão aptos a receber a Denominação de Origem. É a oportunidade de fazer parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

O Conselho Regulador da Indicação Geográfica do Vale dos Vinhedos reuniu-se na quinta-feira, 25 de agosto, para definir as datas relativas ao processo. O primeiro passo refere-se ao envio do Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes, que deve ser realizado até o dia 20 de setembro.

Conforme especificado em Regulamento de Uso, para solicitar a D.O.V.V. as vinícolas devem comprovar através desta documentação a procedência da uva utilizada, que deve ser totalmente da região demarcada.

Nos dias 03 e 04 de outubro serão recolhidas as amostras dos vinhos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e do Laboratório de Excelência do Estado (LAREN). Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, apenas identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Os dias 06 e 07 de outubro serão dedicados à análise sensorial das amostras coletadas. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual.

Segundo o Diretor Técnico e de Pesquisa da Aprovale, o enólogo André Larentis, as dificuldades enfrentadas pelos vitivinicultores em decorrência das variações climáticas ao longo de 2015 influenciarão no processo de 2016. “Este ano a tendência é que tenhamos uma redução no número de amostras para a D.O. em função da significativa quebra de produção na safra de 2016. Porém acreditamos que mesmo com uma produção menor a qualidade tenha se mantido alta atingindo os requisitos da D.O.”

Desde 2012 os vinhos do Vale dos Vinhedos apresentam aos consumidores o selo oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, outorgado pelo INPI. Mas desde muito tempo as características do terroir e o saber fazer do Vale dos Vinhedos atribuem ao vinho características inigualáveis, que apresentam aos apreciadores desta bebida milenar o sabor desta região.

Mas, para fazer parte da seleta lista de vinhos com Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, algumas regras estipuladas pelo Regulamento de Uso da DOVV precisam ser atendidas. Dentre elas estão: as variedades e cortes permitidos, o cultivo e a origem da uva, a forma de elaboração do produto e principalmente a qualidade deste na taça.

Para saber detalhes sobre as regras da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, acesse: http://www.valedosvinhedos.com.br/vale/conteudo.php?view=98&idpai=132

Ou baixe a cartilha oficial da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos: Manual da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos 2016

Naiára Martini (2).JPGVinhos da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos podem ser identificados pela logomarca oficial existente no rótulo, conforme exemplos das fotos. Além das vinícolas Peculiare, Don Laurindo e Pizzato Vinhas e Vinhos, as Vinícolas Miolo, Casa Valduga, Dom Cândido, Terragnolo, Almaúnica e Cave de Pedra possuem vinhos reconhecidos nas safras anteriores.

Foto destaque: Gilmar Gomes / Foto rótulos: Naiára Martini